Gerente de empresa é indiciado por desvio de cerca de R$ 600 mil em Porto Calvo
Dono da empresa disse que o esquema foi descoberto após a esposa começar a trabalhar no mesmo setor do investigado

HEBERT BORGES e MARIANE RODRIGUES
10/06/2025 às 20:23 • Atualizada em 10/06/2025 às 23:07 - há XX semanas
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Um homem está sendo investigado apontado pela Polícia Civil de Alagoas por desviar R$ 600 mil reais do proprietário de uma loja de automóveis, localizada em Porto Calvo, Região Norte de Alagoas. Ele, que era gente da empresa, foi indiciado no dia 07 de maio por furto qualificado, por abuso de confiança e mediante fraude, além de estelionato. O Ministério Público solicitou aos investigadores novas diligências para esclarecimento do caso.
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A situação chegou ao conhecimento da Polícia Civil após o proprietário da empresa registrar um Boletim de Ocorrência. Segundo ele, o investigado trabalhava como gerente da loja, exercendo, assim, um cargo de confiança. De acordo com o depoimento do dono, o esquema foi descoberto depois que ele colocou a esposa para trabalhar no mesmo setor do investigado.
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Segundo as investigações da Polícia Civil, e que já estão sob conhecimento do Ministério Público Estadual, durante sua gestão financeira, o indiciado teria realizado desvios financeiros sistemáticos, mediante fraude.
Dinâmica, segundo as investigações


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De acordo com as investigações, o investigado passou a ocultar informações e operar maquinetas paralelas em nome da empresa.
- Assim, ele redirecionava pagamentos para contas que estavam em nome dele ou de familiares.
- Operava uma segunda maquineta cadastrada em nome da empresa, mas controlada apenas por ele.
- Utilizava exclusivamente um iPhone 12 para tais operações, segundo dados da operadora de cartões.
“As ações indicam esquema articulado, com dissimulação e abuso de confiança, condizente com crimes de natureza continuada e sofisticada”, pontuou o Ministério Público.
O órgão ministerial pediu para que a Polícia Civil realize novas diligências no intuito de se aprofundar nas investigações. Uma delas é para que a PC represente pela quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do investigado e familiares. O objetivo é mapear o fluxo financeiro e identificar depósitos suspeitos, além de obter relatórios detalhados de transações.
O MPE também pediu para que a PC requisite uma perícia contábil para identificar a quantidade de valor que, possivelmente, foi desviado. Além disso, a Polícia Civil terá que fazer novas oitivas com o proprietário e a esposa dele, com funcionários, a e com familiares do investigado.