Vereador e médico são indiciados por esquema de corrupção em hospital público de Arapiraca
Investigação da Polícia Civil revela atendimentos particulares ilegais e agressão a vigilante durante tentativa de entrada irregular

GREYCE BERNARDINO*
30/05/2025 às 9:08 • Atualizada em 30/05/2025 às 9:25 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu, nesta sexta-feira (30), o inquérito que apura um esquema de corrupção dentro do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca. Um vereador da cidade e um médico da unidade foram indiciados por uma série de crimes, incluindo corrupção ativa e passiva, injúria, difamação e agressão.
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De acordo com o delegado Edberg Oliveira, responsável pelo caso, o vereador levava pacientes diretamente ao hospital nos dias em que o médico investigado estava de plantão. Esses pacientes eram atendidos sem triagem, sem ficha médica e sem urgência comprovada — em flagrante desrespeito às normas do SUS. O médico realizava os atendimentos de forma particular, utilizando a estrutura pública para benefício próprio.
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O esquema veio à tona após um episódio ocorrido em 19 de maio, quando o vereador tentou forçar a entrada de vários pacientes sem autorização. Ao ser impedido por um vigilante, reagiu com agressões físicas e verbais, gerando um tumulto que paralisou os atendimentos de emergência por quase duas horas. O médico também teria pressionado a equipe para permitir a entrada irregular.
“A conduta configura corrupção dentro do serviço público de saúde, agravada pelo prejuízo direto à população que aguardava atendimento de urgência”, afirmou o delegado. A situação só foi controlada com a chegada de um policial militar.


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O inquérito será encaminhado ao Ministério Público (MP), que deve avaliar o oferecimento de denúncia formal contra os envolvidos.
*Com assessoria