Samu alerta para aumento de casos de engasgo na Semana Santa em AL
Com ingestão de peixe, acidentes se tornam mais comuns; 38 ocorrências já foram registradas em 2024

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas emitiu um alerta para a população sobre o risco de engasgos durante o período da Semana Santa, especialmente entre crianças e idosos. De acordo com o setor de estatística do órgão, 38 atendimentos foram registrados no primeiro trimestre de 2024, com predominância entre os dois grupos mais vulneráveis.
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Segundo o médico socorrista Gerson Ferreira Cavalcante, o consumo de alimentos, como peixe com espinhas, tradicional nas refeições da Semana Santa, aumenta o risco de engasgo. “Crianças e idosos são os mais suscetíveis, seja por levarem objetos à boca, no caso das crianças, ou por dificuldades naturais de deglutição em idosos”, explicou.
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Nos casos infantis, o médico alerta que alimentos, como uvas, balas duras, pipoca e brinquedos sem selo de segurança, são os principais causadores de engasgo. Já entre os idosos, o problema é agravado por doenças neurológicas, como Parkinson e Alzheimer, além da fragilidade muscular e de questões dentárias.
A coordenadora do Samu em Maceió, enfermeira Beatriz Santana, destacou a importância de práticas simples no cotidiano para prevenir acidentes. “Uma boa mastigação e o cuidado ao alimentar-se sem distrações são atitudes que podem evitar tragédias. É essencial que pais, cuidadores e profissionais estejam atentos”, orientou.


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Durante o feriado, os casos de engasgo costumam aumentar devido ao consumo de peixe com espinhas. Diante de uma situação de emergência, a recomendação é acionar imediatamente o Samu pelo 192 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. Tentar medidas caseiras, a exemplo de ingerir farinha seca ou pedaços de pão, pode agravar o problema.
O médico Gerson Ferreira reforçou a necessidade de conhecimento em primeiros socorros. “A manobra de Heimlich pode salvar vidas, especialmente quando realizada de forma correta e imediata. Supervisão durante as refeições, adaptação da dieta e orientação preventiva são os melhores caminhos para evitar riscos”, concluiu.
