“Cadê o CRM?”: web se divide sobre deboche de alunas de medicina
Na web, usuários se dividem entre o questionamento do teor dos comentários e o repúdio a eles

São Paulo — O caso de duas estudantes de medicina que publicaram vídeo no Tiktok, tirado do ar nessa terça-feira (8/4), em que expõem e debocham da paciente Vitória Chaves da Silva nove dias antes dela morrer de insuficiência renal no Incor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de São Paulo, divide a opinião dos internautas na web.
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Os comentários nas redes sociais mostram dois opostos: de um lado, muitos questionam o teor da fala das estudantes. Para esses, não há zombaria ou deboche mas sim surpresa e questionamento sobre o caso, que foi estudado em aula do curso de extensão oferecido pelo Hospital das Clínicas.
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Por outro lado, usuários repudiam o tom usado pela alunas para abordar o caso de Vitória. “Cadê o CRM? Só quem já teve parente sofrendo nas mãos de profissionais da saúde sabe a dor que é”, comenta um perfil no Instagram. Muitos ressaltam a frase utilizada por uma das jovens — “subir lá em cima”.
“Esse é o nível dos profissionais da saúde no nosso país”, comenta outro usuário sobre a frase


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A família da jovem exposta registrou um boletim de ocorrência e acionou o Ministério Público de São Paulo (MPSP), além do próprio Incor, que, em nota encaminhada à reportagem nessa terça-feira (8/4), afirmou não divulgar dados de pacientes e repudiar “veementemente” atitudes que violem os princípios da ética e confidencialidade.
Já a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) disse que as alunas não possuem qualquer vínculo acadêmico com a instituição ou com o Incor, já que estavam no hospital em função de um curso de extensão de curta duração. “Assim que foi tomado conhecimento do fato, as universidades de origem das estudantes foram notificadas para que possam tomar as providências cabíveis”.
Vitória morreu nove dias após a publicação do vídeo, devido ao choque séptico e insuficiência renal crônica. A morte ocorreu um ano após o terceiro transplante de coração e dois anos depois de um transplante de rim.
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