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'Feminicídio não é acidente', diz irmã de mulher assassinada a tiros pelo ex-marido no meio da rua

Segundo ela, Evanderson planejou o crime e chegou a fazer ameaças antes de executá-lo; fato ocorreu no Jacintinho


				'Feminicídio não é acidente', diz irmã de mulher assassinada a tiros pelo ex-marido no meio da rua
“Feminicídio não é acidente”, diz irmã de vítima durante julgamento de réu. - Foto: Reprodução

O julgamento de Evanderson Seixas, acusado de assassinar a ex-companheira Elizabeth Nascimento de Araújo, de 45 anos, teve início nesta terça-feira (8), no Fórum da Capital, em Maceió. O crime ocorreu no dia 31 de dezembro de 2022, no bairro do Jacintinho.

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“Feminicídio não é um acidente, não é um acaso, não é uma briga ou discussão qualquer. O crime de Elisabeth foi premeditado por mais de um mês”, afirmou a irmã da vítima, Edvânia Araújo, que acompanha o julgamento ao lado de familiares e amigos, munidos de faixas e cartazes pedindo justiça.

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Edvânia relembrou os momentos de dor vividos pela família após a morte da irmã, vítima de três disparos de arma de fogo em plena via pública. “É um dia muito triste porque vamos relembrar todo o ocorrido. Não é fácil para quem viu a Elisabeth com três tiros em plena via pública. Ele é um assassino frio e cruel, não temeu a ninguém”, desabafou.

Segundo ela, Evanderson planejou o crime e chegou a fazer ameaças antes de executá-lo. “Ele disse que o dinheiro que ela tinha pago ia servir para uma coisa que ele tinha que fazer com ela e que ela não iria emplacar 2023. E assim ele cumpriu. Ele tirou a vida dela, tirou minha irmã, tirou uma mãe, mas hoje é dia de justiça e ele vai pagar por esse crime”, acrescentou Edvânia.

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Além da irmã da vítima, amigos e familiares se concentraram nas proximidades do fórum levando faixas e cartazes que pedem a condenação do réu. “A família, amigos, estão todos aqui e a gente vai até o fim, clamando por justiça, dizendo para qualquer assassino que nenhum crime fica impune. Vamos esperar uma pena máxima em regime fechado”, afirmou Edvânia.

Evanderson Seixas responde por feminicídio, e o Ministério Público de Alagoas sustenta que o crime foi motivado por vingança e interesse financeiro. De acordo com a investigação, Elizabete havia pedido uma medida protetiva contra o acusado, mas a decisão judicial foi deferida apenas após a sua morte.

Já a defesa de Evanderson alega que ele não agiu de forma fria, como sustenta a promotoria, e que o réu não tem histórico de crimes anteriores.

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