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Saiba quem é o general que fez almoço para celebrar o golpe de 64

General da reserva Sérgio Tavares Carneiro é pai de ex-chefe da Abin durante o governo de Jair Bolsonaro


				Saiba quem é o general que fez almoço para celebrar o golpe de 64
Saiba quem é o general que fez almoço para celebrar o golpe de 64. Clube militar

Um grupo de pessoas se reuniu no Rio de Janeiro no dia 31 de março para celebrar o golpe militar de 64, que instaurou um regime autoritário no Brasil por 21 anos. A “festa” foi promovida pelo general da reserva Sérgio Tavares Carneiro, que atualmente é presidente do Clube Militar. Ele é pai de Victor Carneiro, ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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O general Sérgio Tavares Carneiro, que está na reserva desde 2009, já ocupou cargos de alta relevância no meio militar.

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Durante seu discurso no evento de “rememoração” do golpe de 64, Sérgio Tavares Carneiro chamou a tomada de poder pelos militares de “movimento democrático”.

Almoço para celebrar golpe

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O evento, realizado anualmente, cobrou R$ 100 de cada participante. Além da refeição, servida na sede do clube localizado no bairro da Lagoa, existia a expectativa de que o desembargador aposentado Sebastião Coelho discursasse no almoço.

A presença de Coelho, contudo, foi cancelada por “inadiáveis motivos profissionais”. Dias depois, o advogado e ex-desembargador foi detido após interromper uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), que discutia a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado.

Na abertura do evento, o general Sérgio Tavares Carneiro voltou a defender a ação dos militares na década de 60, por meio de um comunicado. O texto também foi assinado pelos presidentes dos clubes Naval e de Aeronáutica, almirante João Afonso Prado Maia de Faria e brigadeiro Marco Antonio Carballo Perez, respectivamente.

“A rememoração da revolução, de 31 de março de 1964, reitera o compromisso dos clubes Militar, Naval e da Aeronáutica com o Brasil e sua democracia. O farol que guiou os veteranos, aqui reunidos, ao longo de suas carreiras a serviço da pátria”, disse o general após um longo discurso, no qual negou que o Brasil tenha vivido longo período de repressão política, restrição de liberdade e abuso contra os direitos humanos.

O Metrópoles questionou o Clube Militar se os presidentes dos clubes Naval e de Aeronáutica estiveram presentes no almoço em comemoração ao golpe militar de 64. A associação não quis responder.

Enquanto o evento acontecia no Rio de Janeiro, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou uma análise sobre os 61 anos da ditadura militar no Brasil. No levantamento, o órgão apontou que a maioria dos mortos e desaparecidos durante o período eram estudantes ou ativistas contrários ao regime dos militares.

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