Desaprovação ao governo Lula dispara 7 pontos e chega a 56%; veja números!
Nordeste, jovens e eleitores de classe média baixa puxam escalada da rejeição

O GLOBO
02/04/2025 às 8:22 • Atualizada em 02/04/2025 às 8:38 - há XX semanas
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Nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não apenas completou a quarta alta consecutiva, como também agora aparece descolada do índice de aprovação em um nível inédito para a atual gestão. São 56% os que desaprovam a administração petista, contra 41% que o avaliam positivamente — as taxas eram de 49% e 47%, respectivamente, na pesquisa anterior, de janeiro.
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A taxa de rejeição à gestão Lula escalou 13 pontos percentuais desde julho do ano passado, quando teve início esse ciclo de insatisfação popular com a administração federal, enquanto a aprovação ao governo recuou na mesma medida.
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A escalada da insatisfação com o trabalho de Lula se espalhou por todas as regiões do país, mas foi mais intensa no Nordeste, historicamente uma fortaleza eleitoral para os governos do PT. Nessa região, a taxa dos que desaprovam o governo pulou de 37% para 46% em dois meses, enquanto o percentual de aprovação recuou de 59% para 52%. No Sudeste, região mais populosa do país, são 60% os insatisfeitos, contra 37% que aprovam a gestão petista.
A desaprovação também saltou com maior intensidade entre os mais jovens, atingindo 64% no grupo dos que têm de 16 a 34 anos; entre eleitores com ensino superior incompleto (também 64%); e junto a pessoas de renda familiar considerada média baixa (61%).


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Os resultados corroboram o cenário de deterioração da imagem do governo federal que vinha sendo apontado já há alguns meses por diversos institutos de pesquisa, como a própria Quaest, o Ipsos-Ipec e o Datafolha. Também indicam que as tentativas de ajuste de rota promovidas por Lula não surtiram efeito na opinião popular até agora. De janeiro para cá, o presidente substituiu Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), cobrou ministros, ampliou o espaço em sua agenda para viagens pelo país e anunciou medidas como o crédito consignado para trabalhadores em regime CLT e a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil.
A troca na Secom, inclusive, foi pouco sentida pela população. A pesquisa Genial/Quaest mostra que 44% acham que a comunicação do governo Lula “está igual” desde a posse de Sidônio Palmeira, enquanto 19% veem melhora, e 21%, piora. Outros 16% não souberam opinar.
Quando instados a atribuir uma avaliação ao governo entre “positivo”, “regular” ou “negativo”, 41% dos entrevistados optaram pela pior classificação — taxa que era de 37% dois meses atrás. Foram 29% os que avaliaram a gestão Lula como “regular”, e 27%, como “positiva”. Ao longo dos pouco mais de dois anos do atual governo, esses três grupos vinham se equilibrando em torno de um terço cada, mas agora a distribuição se descolou, com um peso maior para a avaliação negativa.
A pesquisa traz indicações de que o desgaste da imagem do governo está ligado à insatisfação com o cenário econômico e a um sentimento de decepção com o retorno de Lula ao Planalto. Para 56%, o país está na direção errada (eram 50% em janeiro), e o mesmo percentual diz achar que a economia piorou nos últimos 12 meses — taxa 17 pontos acima da que havia sido registrada na pesquisa de dois meses atrás.
São 71% os que acham que o petista não tem conseguido cumprir as promessas de sua campanha, e mais da metade (53%) dos entrevistados considera que a gestão Lula 3 está pior que os outros dois mandatos do petista na Presidência. Outros 23% não veem diferença entre os três governos de Lula, e 20% acham o atual melhor.
Já na comparação com o mandato de Jair Bolsonaro, as opiniões se dividem: 43% dizem que o trabalho de Lula é pior que o de seu antecessor, enquanto 39% preferem o desempenho do petista. Trata-se de um empate técnico no limite da margem de erro, estimada em dois pontos percentuais para mais ou menos.
Contratada pela Genial Investimentos, a Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais entre 27 e 31 de março. A pesquisa tem índice de confiança de 95%.