De violência psicológica a tentativa de homicídio: homem é indiciado por incêndio em imóvel de ex-namorada na Ponta Verde
A Polícia Científica constatou que o fogo foi provocado por ação humana e não teve relação com problemas elétricos no imóvel

A Polícia Civil indiciou Marcello Gusmão por tentativa de homicídio após ele ter sido apontado como o autor de um incêndio que atingiu o apartamento de sua ex-namorada, Mariana Maia, localizado no bairro da Ponta Verde, no dia 8 de fevereiro deste ano. A Polícia Científica constatou que o fogo foi provocado por ação humana e não teve relação com problemas elétricos no imóvel.
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Marcello Gusmão foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado, com emprego de fogo, porque a Polícia Civil concluiu que ele tinha conhecimento da presença de duas pessoas dormindo em um dos quartos do imóvel.
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Ele também foi indiciado por violência psicológica contra a mulher, dano qualificado por motivo egoístico e incêndio em casa habitada. O relatório policial foi enviado à Justiça na última quinta-feira (27).
Entenda


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Mariana Maia teve o apartamento incendiado no bairro da Ponta Verde, em Maceió, na madrugada do dia 8 de fevereiro. Ela acusa o ex-namorado de provocar o incêndio no imóvel.
Mariana não estava no local, mas seu irmão e um primo dormiam no apartamento e conseguiram escapar do fogo.
Na sexta-feira (7), um dia antes do incêndio, Mariana contou que uma discussão sobre uma viagem que faria para a Itália levou ao término do relacionamento do casal.
Ela deixou os objetos pessoais do ex-namorado na portaria para que ele os retirasse. Mariana viajaria para a Europa no domingo, dia seguinte, para visitar a mãe.
No sábado, após mais uma briga entre os dois, o ex-namorado foi até o prédio, pegou as malas na portaria, mas câmeras de monitoramento registraram o momento em que ele subiu até o apartamento da mulher.
Minutos depois, ele saiu do imóvel. Na sequência, uma fumaça preta começou a sair do apartamento de Mariana.
Quando ela chegou ao prédio, percebeu a movimentação dos bombeiros e as chamas. Nesse momento, seu irmão a informou de que o fogo estava no apartamento dela.
A Polícia Civil instaurou um inquérito e passou a investigar Marcello Gusmão, que, após a decretação da prisão preventiva, apresentou-se à polícia e ficou preso.
Marcello Gusmão já está preso preventivamente enquanto as investigações avançam.
Perícia
A Polícia Científica relatou que não pode ser determinada a causa do incêndio, mas que foram excluídas as possibilidades de causa natural e fenômeno elétrico, como curto-circuito ou sobrecarga elétrica.
O órgão responsável pela perícia identificou que, pelos vestígios detectados, o resultado do exame fica restrito à possibilidade de causa humana acidental ou intencional.
De acordo com a perícia, o fogo começou em um dos quartos do imóvel, próximo à cama e a uma das paredes do cômodo.
