
Higo Magalha~es tem demonstrado um bom conhecimento do elenco e variac¸o~es ta´ticas eficientes, adaptando a equipe de acordo com cada adversa´rio. O CSA tem mostrado competitividade e evoluc¸a~o sob seu comando, mas ainda na~o encontrou um modelo de repetic¸a~o que seja sua identidade definitiva.
Desde sua chegada, Higo ja´ testou diferentes estruturas: comec¸ou com um 4-3-3 tradicional, com dois volantes, um meia, dois atacantes de lado e um centroavante. Depois, experimentou um 4-3-3 com dois meias, sendo um deles um falso ponta, e tambe´m escalou o time com dois centroavantes, estrate´gia que funcionou na vito´ria no cla´ssico. Ale´m disso, utilizou um 4-3-3 com tre^s volantes, modelo que trouxe equili´brio defensivo e foi decisivo em algumas partidas.
A adaptac¸a~o ao adversa´rio tem sido uma marca de Higo, mas ate´ agora ele segue em busca de um padra~o consolidado. Contra o Boavista, por exemplo, utilizou o 4-3-3 com tre^s volantes e venceu fora de casa. Ja´ contra o ASA, optou por dois meias e enfrentou dificuldades ate´ ajustar a equipe para um 4-2-4 no segundo tempo, conseguindo a vito´ria. Depois, contra o Na´utico, repetiu a estrate´gia dos tre^s volantes e atropelou o adversa´rio.
Agora fica a du´vida: Higo seguira´ ajustando conforme o oponente ou chegou o momento de manter um modelo e dar continuidade? O futebol exige equili´brio entre estrate´gia e repetic¸a~o. A busca pelo CSA ideal segue em curso.