Disfunção erétil: influenciador distribui tadalafila em ruas de Maceió e Conselho faz alerta
Entidade diz que repasse de medicamento sem prescrição médica configura infração legal e sanitária, além de riscos à saúde

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de Alagoas (CRF-AL) faz um alerta, por meio das redes sociais, sobre um vídeo veiculado por um influenciador digital, no qual são distribuídas caixas do medicamento Tadalafila em espaços públicos de Maceió.
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Conforme a entidade, o medicamento vem sendo distribuído, indiscriminadamente, em vias públicas na Praia de Ponta Verde e em um shopping da capital, o que configura graves infrações legais e sanitárias.
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A distribuição dos medicamentos, como a ocorrida no vídeo, viola a legislação sanitária brasileira, em especial a Lei nº 5.991/1973, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos.
"De acordo com o artigo 12 desta lei, a dispensação de medicamentos deve ser realizada exclusivamente por farmácias e drogarias, sob responsabilidade de um profissional habilitado. Além disso, o ato de distribuir medicamentos sem prescrição ou orientação profissional configura infração ao Código Penal (artigo 273), que proíbe a venda, exposição à venda ou entrega, ainda que gratuita, de produtos medicinais sem as devidas autorizações. A prática também fere a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 44/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece boas práticas para a dispensação de produtos farmacêuticos."


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O conselho explica que o Tadalafila é um medicamento de uso sob prescrição médica, indicado para o tratamento de disfunção erétil e hipertensão arterial pulmonar. Seu uso inadequado, sem prescrição ou acompanhamento médico, pode causar efeitos colaterais graves, como hipotensão, problemas cardiovasculares e reações alérgicas.
"A distribuição indiscriminada de medicamentos, especialmente em espaços públicos, banaliza seu uso e promove a automedicação, colocando em risco a saúde e a segurança da população."
A entidade finaliza alertando que a prática retratada no vídeo faz apologia ao uso recreativo de medicamentos, "o que é extremamente preocupante, pois incentiva o consumo irresponsável de substâncias que devem ser utilizadas apenas com orientação profissional."
