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Com quase 3 h de atraso, cessar-fogo passa a valer na Faixa de Gaza

Trégua entrou em vigor horas após o previsto, devido a atraso na entrega dos nomes de reféns a serem libertados pelo Hamas


				Com quase 3 h de atraso, cessar-fogo passa a valer na Faixa de Gaza
Com quase 3 h de atraso, cessar-fogo passa a valer na Faixa de Gaza. Foto: Reprodução

O acordo de cessar-fogo firmado entre o Estado de Israel e o movimento islâmico Hamas entrou em vigor, na manhã deste domingo (19/1), na Faixa de Gaza.

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A trégua prevê pausa nos ataques e a liberação, neste primeiro dia, de três reféns mantidos pelo Hamas e de 90 presos por Israel.

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O cessar-fogo passou a valer quase três horas após o previsto, segundo o canal de notícias Al Jazeera, devido a um atraso na entrega dos nomes dos três primeiros prisioneiros – de 33 ao todo – a serem libertados pelo grupo islâmico.

As reféns são, segundo a BBC: Doron Steinbrecher, 31 anos; Emily Damari, 28; e Romi Gonen, 24. Além delas, Israel espera a libertação de outras 30 pessoas.

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O que mais se sabe:

  • As três israelenses, cujos nomes foram informados a mediadores, devem ser liberadas ainda neste domingo (19/1);
  • Os 15 meses do conflito na região deixaram ao menos 46.913 palestinos mortos e 110.750 feridos, segundo a Al Jazeera – principalmente mulheres e crianças;
  • A guerra mais recente na área teve o estopim após ação do Hamas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023;
  • Na ocasião, o grupo islâmico sequestrou mais de 200 pessoas e matou ao menos 1.139, durante uma festa rave que ocorria na região.

Em posse da lista, Israel confirmou o início da trégua por volta das 6h (horário de Brasília). No entanto, o cessar-fogo estava previsto para começar às 3h30. Integrantes do Hamas disseram que enfrentaram questões “técnicas de campo”, o que levou ao atraso na entrega da lista com as identificações dos reféns.

Além disso, Israel voltou a atacar Gaza pouco depois do horário combinado para início do cessar-fogo, pelo fato de não ter recebido os nomes dos prisioneiros até então. A ação matou ao menos 19 palestinos, de acordo com a Al Jazeera.

Por volta das 8h35, o Hamas divulgou um comunicado, no qual informou que também aguarda uma lista de Israel, com o nome de 90 crianças e mulheres palestinas que deverão ser liberadas pelo Estado israelense ainda neste domingo (19/1).

Ajuda humanitária

Após o acordo entrar em vigor, palestinos celebraram o cessar-fogo e começaram a voltar, com os itens pessoais que sobraram, para os bairros e as residências onde moravam – parcial ou totalmente destruídas.

Pelo X (antigo Twitter), a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês), informou que 4 mil caminhões carregados com itens de ajuda para a população aguardavam autorização para entrar em Gaza após o início da trégua. Metade dos veículos do comboio transportava alimentos.

“Tanta esperança enquanto o tempo passa: que as armas finalmente se silenciem, que os reféns sejam reunidos com os entes queridos e que ajuda e suprimentos comerciais cheguem às pessoas necessitadas”, publicou a UNRWA, na noite desse sábado (18/1).

Regras definidas

O acordo entre Israel e o Hamas foi negociado por três países mediadores – Catar, Egito e Estados Unidos –, com um cessar-fogo em três etapas. A primeira delas, com duração de seis semanas, determina a troca de 33 reféns israelenses por um total de 737 detentos palestinos, segundo a RFI, parceira do Metrópoles.

Também fica autorizada a entrada de 600 caminhões por dia, com ajuda humanitária para o território palestino. Nesse sábado (18/1), porém, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu que o cessar-fogo é “provisório” e que Israel se dá “o direito de retomar a guerra se necessário, com o apoio dos Estados Unidos”.

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