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Mulher de PM que morreu em incêndio diz que voltou 5 vezes para buscar marido em hotel

O casal se perdeu enquanto tentava salvar parentes e outros hóspedes que estavam no sexto andar, onde o fogo começou


				Mulher de PM que morreu em incêndio diz que voltou 5 vezes para buscar marido em hotel
Incêndio atingiu o sexto andar do hotel.. Foto: Ascom / Bombeiros

A mulher do Policial Militar do Distrito Federal, que morreu durante um incêndio em um quarto de hotel no bairro da Pajuçara, relatou à Polícia Civil de Alagoas como conseguiu escapar das chamas e salvar parentes e outros hóspedes. No entanto, o marido dela Adriano Damásio, de 44 anos, que a ajudava no resgate, não conseguiu se salvar. Ela contou que voltou cinco vezes ao local para buscar o companheiro, mas não o encontrou.

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À delegada que investiga o caso, Stefanie Fernandes relatou as técnicas usadas por ela – que já fez curso de brigadista – para conseguir sair do hotel com vida. Junto a ela, estava o marido auxiliando no resgate. No entanto, a turista contou que, durante a saída, ela se perdeu de Adriano.

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De acordo com o Corpo de Bombeiros, Adriano Damásio estava hospedado no 613, mas foi encontrado pelos militares no quarto 603 porque ele tentou salvar outros hóspedes.

Segundo a delegada Luci Mônica, que investiga o caso, Stefanie contou que ela, o marido e os parentes, incluindo uma criança, estavam no apartamento quando todos ouviram dizerem: “Fogo”.

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A turista tem noções de salvamento, por já ter feito curso de brigadista, além do marido, por ser policial militar.

Ainda de acordo com a autoridade policial, a mulher disse que já tinha mapeado na mente o trajeto do hotel, e sabia onde ficava a saída de emergência do prédio. Com isso, ela pediu que os parentes a seguissem, assim como seis pessoas que estavam em outros dois quartos.

“Então ela pegou, colocou todo mundo com a toalha molhada [na cabeça], fez uma corrente, disse ‘me sigam porque eu sei exatamente onde é a saída desse prédio’", conta Luci Mônica.

No entanto, quando estavam todos segurando um no outro em fila e já perto da saída de emergência, Stefanie disse à polícia que a criança se soltou.

“E aí ela grita: ‘Volta, fulana, volta’. A mãe dela se segurou, todo mundo se segurou, todo mundo voltou com ela, menos o Adriano. Essa hora começa toda uma história de terror, em que ela consegue sair com essa família, fica no vão, e ela começa a voltar várias vezes para o local onde estava acontecendo o incêndio. O fogo bastante alto. Ela volta cerca de cinco vezes para buscar o esposo e não consegue mais encontrar”, informou a delegada Luci Mônica em entrevista à imprensa.

Segundo a delegada, a mulher relatou que, ao voltar ao local pela primeira vez, ela ouviu um grito do marido.

“Daí em diante ela se desesperou e ficou nessas idas e vindas até que, o pessoal do hotel disse: ‘Olha, o fogo já está realmente tomando conta de tudo. Agora está todo mundo correndo perigo, vamos descer porque acredito que ele esteja lá embaixo’”.

Nesse momento, a mulher desceu, no entanto, ao chegar embaixo, não encontrou Adriano Damásio.

“Foi o tempo dos bombeiros chegarem, ela comunicou aos bombeiros, que subiram e fizeram os primeiros socorros. Adriano foi encontrado ainda com vida. Teve duas paradas cardiorrespiratórias enquanto estava descendo e, infelizmente faleceu”, disse a delegada.

Além de Stefanie Fernandes, nesta quinta-feira (16), foram ouvidas duas testemunhas, que são trabalhadores do hotel e ajudaram nos primeiros socorros usando extintor de incêndio.

“Um deles mencionou que escutou embaixo a sirene, e subiu com o extintor e salvou algumas pessoas. Tomamos o depoimento deles para que eles nos contassem essa dinâmica”, disse a autoridade policial.

Nesta semana, Luci Mônica informou que representantes do hotel e mais hóspedes deverão ser ouvidos. Além disso, a Polícia Civil espera resultados das perícias realizadas pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Científica. As suspeitas, até o momento, são de que o incêndio pode ter começado por causa de um problema no ar-condicionado.

‘Nesse local, onde deu essa pane, já tinha acontecido um infortúnio nele antes, que o hóspede pediu para sair do quarto porque o ar-condicionado não estava funcionando. Isso umas onze da noite, o fato aconteceu às 4h. Então às onze, transferiu essa pessoa, colocou em outro quarto. Aí não se sabe se essa pessoa deixou o ar-condicionado ligado ou não. Só com os laudos é que a gente vai poder constatar e finalizar essa investigação”, finalizou a delegada.

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