Tenista australiano Max Purcell é suspenso provisoriamente por doping
Campeão de slam enfrenta problema fora das quadras

O tenista australiano Max Purcell, bicampeão de duplas do Grand Slam, foi suspenso provisoriamente por ter violado as regras antidoping, o que deverá impedi-lo de participar do Aberto da Austrália, em janeiro, anunciou nesta segunda-feira (23) a Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA).
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Classificado em 12º lugar no ranking de duplas, o tenista de 26 anos admitiu ter recorrido a um "método proibido" e pediu "uma suspensão provisória no dia 10 de dezembro", disse a ITIA, que não deu detalhes sobre a infração cometida pelo jogador.
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A suspensão provisória começou em 12 de dezembro, enquanto são aguardadas as conclusões da investigação e a decisão sobre a sanção, acrescentou a entidade.
Numa mensagem publicada em suas redes sociais, Purcell explicou ter "recebido vitaminas por via intravenosa e ter, sem saber, ultrapassado o limite de 100 ml".


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"Estou completamente convencido de que fiz tudo de acordo com os regulamentos e métodos da WADA" (Agência Mundial Anti-Doping), acrescentou o australiano, que disse estar se sentindo "devastado".
A Federação Australiana de Tênis (TA) ressaltou que a suspensão "não está relacionada ao uso de uma substância proibida, mas sim a um método proibido".
Purcell conquistou o título de duplas em Wimbledon, em 2022, tendo como parceiro o compatriota Matt Ebden, e o Aberto dos Estados Unidos, em 2023, ao lado de Jordan Thompson, também australiano.
Esta sanção representa um novo golpe contra o doping no tênis, que em 2024 viu o número 1 do mundo Jannik Sinner e a número 2 Iga Swiatek sofrerem sanções.
O italiano recebeu duas breves suspensões após terem sido encontrados em sua urina vestígios de clostebol (anabolizante). Ele foi posteriormente absolvido pela ITIA, embora a WADA tenha recorrido dessa decisão.
A polonesa foi suspensa por um mês depois de testar positivo em agosto para trimetazidina, a mesma substância pela qual a patinadora russa Kamila Valieva foi banida por quatro anos, apesar de os cientistas não concordarem sobre seus verdadeiros efeitos de doping.
Tanto Sinner quanto Swiatek se defenderam afirmando que não ingeriram essas substâncias voluntariamente, mas sim por negligência.
