Belo lança documentário sobre sua história com show e famosos no Rio
Série documental que conta a história de vida do ícone do pagode estreia na quinta-feira (28), no Globoplay

A história de Marcelo Pires Vieira, o Belo, vai ser contada em detalhes a partir desta quinta-feira (28), na série documental Belo, Perto Demais da Luz, do Globoplay. Para lançar o documentário, o cantor sobe ao palco do Bosque Bar, no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, na noite desSa quarta (27), com presença de vários famosos.
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Produção Original Globoplay, em parceria com a AfroReggae Audiovisual, a série revisita a vida e a obra do artista, intercalando entrevistas do cantor com imagens de acervo, depoimentos de participações especiais e hits consagrados entre gerações. Gracyanne Barbosa, ex-mulher do cantor, deu depoimento para o documentário. Viviane Araujo, outra ex-mulher, do pagodeiro, no entanto, se recusou a participar.
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A série documental é dividida em quatro episódios e percorre a vida de Belo, desde a infância em São Paulo, o início da carreira e estrelato, e relembra parte da história musical brasileira dos anos 1990. “É difícil distanciar o lado pessoal do profissional. Acredito que sempre fui, em todos os momentos, Marcelo e Belo”, descreve o cantor.
Além de Gracyanne, também deram depoimentos Claudinho e Criseverton, fundadores do Soweto; Alcione, Ludmilla, Péricles, Marquinhos Sensação, Dudu Nobre, Chrigor, Marcio Art, Netinho De Paula, Erika Januza, Cris Vianna, Jorge Hamilton, Wilson Prateado, Marcson Muller; Luciano Huck, Romário, Leo Dias, Alexandre Graça (promotor de justiça), Álvaro Lins (advogado e ex-delegado), Marcus Amim (Secretário de Polícia Civil), Maurício Mayr (advogado e assessor TJ), Siro Darlan (desembargador) e Zaqueu Teixeira (ex-chefe da Polícia Civil).


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Gustavo Gomes, diretor do documentário, falou com a Quem sobre a obra, alternando entre as várias áreas da vida de Belo. "Misturar o público e o privado. E aí, se você consegue contar a história sem julgar e deixa as pessoas que vão assistir julgarem, é assim que eu acredito. Então, o equilíbrio entre mostrar o que é polêmico, os erros, e mostrar a grandiosidade do Belo vem daí. Vem da gente não emitir opinião e ouvir as pessoas", explicou.
"Eu acho que o que o documentário faz, na verdade, é humanizar, porque o Belo tem por trás um cara chamado Marcelo. Os dois, cada um, é enxergado pelas pessoas entrevistadas de forma diferente. E, por ele mesmo, também tem uma construção do que é o Marcelo e do que é o Belo. Então, o documentário vai falar sobre isso. Vai mostrar, para quem está assistindo, um monte de facetas: facetas obscuras, facetas que ninguém conhecia, facetas generosas. E quem assistir vai sair com uma ideia diferente, vai entender um pouco mais de quem é o Belo", completou o cineasta.
Gustavo contou ainda que Belo não quis minar nada de sua história no documentário. "Ele nunca disse para não falar de nada, ele falou de tudo. Mas ele sofreu para falar, porque fazia um tempo... Eu já fiz, eu também dirigi o documentário sobre o Galvão Bueno. O Galvão sofreu muito para falar de tudo. O Belo sofreu muito para falar das coisas, porque ele tem sequelas. Ele ficou 3 anos e 8 meses preso. Ele enfrentou muitas dificuldades. Ele era um garoto."
O diretor vê ainda um Belo mais amadurecido nesta altura do lançamento do projeto.
"Hoje, aos 50 anos, ele está muito mais maduro, consegue desviar um pouquinho mais das balas, mas ele continua muito exposto. Ele continua na frente da luz, de frente para um holofote. Olha só esse holofote que está aqui em mim. Imagina esse cara passar a vida inteira nesse holofote. Todo mundo vai pegar teus erros. Só que eu... Eu não tenho direito de julgar o Belo. O Belo vem da periferia, é um cara negro, que teve uma série de dificuldades e muros colocados na vida dele. Ele caiu, levantou, caiu, levantou, caiu, levantou, e a arte veio salvando, e ele veio se impondo. Ele é meio que um representante muito justo de uma música que sofreu muito preconceito, que é o Pagode 90. Então, eu estou orgulhoso, porque o resultado vai ser um resultado que não é chapa branca, não é um resultado que passa pano, mas é um resultado que vai mostrar o tamanho desse artista e a dificuldade que ele enfrentou para chegar aqui, nesse palco."
Gustavo Gomes explicou ainda sobre a ausência da atriz Viviane Araujo, ex de Belo, no documentário. "Se a Viviane falasse, poderia ser mais revelador? Poderia. Mas não faz falta, porque as histórias estão lá, contadas por outras pessoas. E eu respeito muito a Viviane não querer falar, porque ela é dona da própria história. Tenho respeito por ela não querer revisitar, está em outra fase da vida, não querer revisitar. Então, eu não acho que faz falta."
