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Mossoró lamenta falas de Jadson Oliveira em relação à base: "Declaração infeliz"

Ex-coordenador técnico do CSA respondeu, após dirigente azulino afirmar que clube perdeu jogadores de graça


				Mossoró lamenta falas de Jadson Oliveira em relação à base: "Declaração infeliz"
Mossoró respondeu Jadson Oliveira nesta segunda-feira (21). Augusto Oliveira/CSA

A novela envolvendo as categorias de base do CSA seguem para um novo capítulo. Menos de uma semana após o coordenador técnico azulino, Jadson Oliveira, afirmar que o clube perdeu pelo menos oito jogadores da base do dia para noite, o seu antecessor no cargo, Marquinhos Mossoró, respondeu às falas do dirigente.

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Em contato com a Gazetaweb.com, Mossoró disse que as declarações de Jadson são mentirosas e defendeu o trabalho que foi feito no clube entre 2020 e junho de 2024.

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Além disso, o ex-dirigente negou que há falta de documentos e as possíveis saídas são oriundas de parcerias entre o CSA e outros clubes.

"Nos últimos quatro anos, fizemos um trabalho com essa resposta ao mercado, para acabar com os aproveitadores. Sempre somos o clube em 1º lugar. Ficamos surpresos com essa declaração infeliz, uma declaração de muitas mentiras, toda ela mentirosa em relação a número de atletas. Ele falou de oito, mas foi bem mais. Mas ele disse que sumiram do dia para noite, mentira dele. Faz quatro anos que estamos fazendo o trabalho. Ele disse que este ano foram quatro, mentira. Ele tem que pegar as informações, para que não faça uma declaração dessa, caluniosa. Nosso departamento jurídico pessoal está tomando providências", pontuou Marquinhos Mossoró.

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				Mossoró lamenta falas de Jadson Oliveira em relação à base: "Declaração infeliz"
Mossoró acumulou funções durante seu período no Azulão. Augusto Oliveira/CSA

Na semana passada, Jadson Oliveira concedeu entrevista ao repórter Warner Oliveira, do Timaço na Gazeta, onde disse que jogadores que estavam no Azulão foram para outras equipes, como Sport e Bahia. Mossoró mostrou-se surpreso com as afirmações do atual coordenador técnico.

"Ficamos surpresos, até porque ninguém saiu brigado do clube, nem eu, nem o Alan Lima (ex-diretor de futebol amador). Sempre tivemos todo cuidado e atenção em relação a isso. A primeira coisa que ele [Alan] fez, assim que chegou, foi fazer uma reunião com o presidente da FAF e o Thiago Paes, do CRB. Ficou acordado que nem CRB, nem CSA poderiam pegar jogador sem consentimento do clube. Porque acontecia muito isso aqui. Fizemos esse acordo de cavalheiros. Nos outros dois anos, fizemos isso", afirmou.

Em relação a uma possível falta de documentação envolvendo os garotos, Mossoró afirmou ter todos os contratos.


				Mossoró lamenta falas de Jadson Oliveira em relação à base: "Declaração infeliz"
Marquinhos Mossoró comandou base e profissional no mesmo período. Augusto Oliveira/CSA

"Temos todos os contratos. Foi uma gestão transparente que, graças a Deus, procuramos dar sempre o melhor. Mesmo não recebendo as condições necessárias, e nunca saímos reclamando de nada. Fizemos um recomeço na base do CSA, tudo que tem lá, é da nossa gestão", disse.

"O CSA gastava 30 mil a 35 mil por mês na base. Investimento era esse. Eu, Alan, alguns parceiros, tínhamos que buscar o dobro disso para girar a base durante o ano. Fomos jogar a Copa Nordestinho, conseguimos patrocínio. Fomos até campeões lá no Retrô, os meninos foram vistos por vários olheiros. E muitos times vieram nos procurar, Cruzeiro, Bahia, Sport, Flamengo, Palmeiras, tinham interesse nos meninos. Quando acontecia, passávamos para o jurídico para firmar parceria, já que o CSA tinha nem contrato com esses meninos", revelou Mossoró.

O ex-coordenador azulino também lembrou que a venda do volante Kleiton, de 17 anos, foi feita durante sua gestão nas categorias de base. De acordo com o mesmo, o atleta teve 40% dos seus direitos vendidos ao Hoffenheim, da Alemanha, por cerca de R$ 500 mil.

"Nos últimos 6 anos, tivemos uma transação que entrou dinheiro no clube, que foi do meia Kleiton, de 17 anos. Palmeiras e Flamengo queriam o menino. Recebemos uma proposta bem mais qualificada, do Hoffeinheim, que tem um núcleo no Barra-SC. Passamos para o departamento do Marlon e Alarcon, à época, que encaminharam a negociação de R$ 500 mil por 40% do menino. São muitas coisas que poderiam ter sido esclarecidas se tivesse uma reunião, e a gente não foi procurado. É triste", lamentou.

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