De Rihanna a Anitta: quais são os fetiches inusitados das celebridades
Sexóloga Danni Cardillo comenta como essas revelações ajudam a desmistificar a sexualidade

Quando o assunto é desejo sexual, todos têm suas preferências e fantasias, desde as mais convencionais até as mais surpreendentes. Celebridades, que muitas vezes são vistas como ícones de comportamento, também não têm vergonha de compartilhar suas curiosidades e gostos íntimos. Segundo a sexóloga Danni Cardillo, essas confissões podem servir como uma maneira de quebrar tabus e promover conversas mais abertas e francas sobre a sexualidade.
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Para Danni, fetiches são uma parte natural da vida sexual e, desde que praticados com segurança e consentimento, podem ser uma forma saudável de explorar novos desejos e manter o relacionamento excitante. "Os fetiches permitem que as pessoas se conectem mais profundamente consigo mesmas e com seus parceiros. O ponto principal é sempre garantir que haja respeito mútuo e uma comunicação clara", afirma a especialista.
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Rihanna, por exemplo, causou alvoroço ao revelar que gosta de brincar de submissão durante o sexo. Em uma entrevista à Rolling Stone em 2011, a cantora comentou que adora ser amarrada e levar palmadas. Para Danni Cardillo, essa preferência pode ser vista como uma forma de empoderamento. "Quando consensual, a submissão pode ser extremamente prazerosa e empoderadora, pois envolve a escolha consciente de entregar o controle", explica.
A influencer Geisy Arruda também já falou sobre sua inclinação pela altocalcifilia, o fetiche por saltos altos. Em um vídeo no YouTube, ela descreveu o prazer que sente ao ver outra pessoa usando sapatos de salto enquanto pisa nela. Danni observa que acessórios como os saltos podem atuar como símbolos de poder e dominação, intensificando a experiência sexual para muitos.


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Deborah Secco, por sua vez, admitiu que adora incorporar personagens no sexo, prática conhecida como "role play". Para a sexóloga, essa dinâmica pode ser uma forma divertida de manter a relação leve e excitante. "O role play permite que casais explorem fantasias e novas narrativas, o que pode fortalecer a intimidade entre eles", diz Danni.
Outras celebridades, como Angelina Jolie, surpreenderam com fetiches mais extremos. A atriz revelou que já praticou piquerismo, que envolve cortes durante o sexo. "Esse é um fetiche que requer muito cuidado", alerta Danni. "Embora possa intensificar a experiência para alguns, é fundamental priorizar a segurança e garantir que todos os envolvidos estejam cientes dos riscos".
Por fim, Anitta admitiu em uma entrevista que já teve um relacionamento em que o parceiro gostava de observá-la com outras pessoas, o que Danni Cardillo identifica como uma combinação de voyeurismo e exibicionismo. "É uma fantasia bastante comum, em que a excitação vem do ato de ver ou ser visto, e quando há consenso, pode ser uma prática muito saudável", explica a especialista.
Mesmo em casos mais raros, como o da cantora Kesha, que afirmou já ter tido experiências sexuais com fantasmas, Danni vê esses relatos como uma forma de explorar o lado fantasioso e misterioso da sexualidade. "O sobrenatural pode ser uma representação de desejos inconscientes ou da busca por algo fora do comum", analisa a sexóloga.
Danni Cardillo reforça que a sexualidade é um espaço de liberdade, onde não existe um padrão certo ou errado. "O importante é que cada pessoa se sinta à vontade para explorar o que lhe dá prazer, sempre respeitando os limites do outro", conclui. Essas confissões das celebridades mostram que, quando o assunto é desejo sexual, a chave está no consentimento e na comunicação.
