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Caso Katharina: mãe diz que o marido batia na filha e a chamava de 'coisas feias'

Maria Virgínia pediu o divórcio do esposo e uma medida protetiva após a morte da menina de 10 anos


				Caso Katharina: mãe diz que o marido batia na filha e a chamava de 'coisas feias'
Maria Virgínia, mãe de Maria Katharina. Foto: Reprodução

Maria Virgínia, de 48 anos, mãe de Maria Katharina, de 10 anos, falou sobre a relação da filha com o pai durante a reprodução simulada da morte da menor, realizada nesta terça-feira (3), informando que a a filha era agredida por ele. A menina foi encontrada enforcada em 8 de julho, no estábulo da família, em Palmeira dos Índios.

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A reprodução do caso foi realizada em conjunto com peritos da Polícia Científica e contou com a presença de membros do Ministério Público e dos advogados das partes envolvidas, além da Polícia Civil.

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“Ele batia muito nela, muito. Batia nas mãos dela. Chamava-a de coisas feias. Quando ele batia nela, eu entrava no meio e apanhávamos nós três. Porque o menino [irmão de Katharina] também ia para cima e apanhava com a gente”, disse Virgínia à TV Gazeta, que acompanhou a reprodução.

A menor estava brincando com o irmão no dia de sua morte, quando o menino se machucou. O garoto foi levado ao hospital e a menor ficou em casa. Ao retornar à residência, Virgínia encontrou a filha sem vida.

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“Quando cheguei em casa, me deparei com essa situação [a filha morta]. Gritei muito. Ele [pai da menina] chegou meia hora depois. Ela já estava morta. Quando a peguei, ela já estava fria”, disse.

A mãe afirmou também que ela e os filhos eram agredidos pelo marido e pai das crianças. Mesmo assim, tentava manter o casamento. Porém, após a morte da filha, pediu o divórcio e uma medida protetiva.

Foram feitas nesta terça-feira reproduções das versões da mãe e do pai, que serão analisadas pela perícia.

“A gente vai analisar aquilo que foi emitido, aquilo que foi considerado como a posição dos objetos na cena do crime, e tentar estabelecer mais ou menos o modo operante de como aconteceu e se havia habilidade técnica para a prática daquele ato”, disse o perito Edson Ferreira.

'Hipótese de homicídio é praticamente descartada', diz PC

Segundo o chefe de operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, foi possível confirmar, durante a reprodução, que a menina poderia ter amarrado a corda e se enforcado nas condições relatadas, descartando a hipótese de homicídio.

Durante a simulação, um manequim com as mesmas características físicas de Katharina foi utilizado para a reprodução.

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