Caso Katharina: mãe diz que o marido batia na filha e a chamava de 'coisas feias'
Maria Virgínia pediu o divórcio do esposo e uma medida protetiva após a morte da menina de 10 anos

Greyce Bernardino
03/09/2024 às 20:45 • Atualizada em 03/09/2024 às 21:42 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google

Maria Virgínia, de 48 anos, mãe de Maria Katharina, de 10 anos, falou sobre a relação da filha com o pai durante a reprodução simulada da morte da menor, realizada nesta terça-feira (3), informando que a a filha era agredida por ele. A menina foi encontrada enforcada em 8 de julho, no estábulo da família, em Palmeira dos Índios.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A reprodução do caso foi realizada em conjunto com peritos da Polícia Científica e contou com a presença de membros do Ministério Público e dos advogados das partes envolvidas, além da Polícia Civil.
Leia também
“Ele batia muito nela, muito. Batia nas mãos dela. Chamava-a de coisas feias. Quando ele batia nela, eu entrava no meio e apanhávamos nós três. Porque o menino [irmão de Katharina] também ia para cima e apanhava com a gente”, disse Virgínia à TV Gazeta, que acompanhou a reprodução.
A menor estava brincando com o irmão no dia de sua morte, quando o menino se machucou. O garoto foi levado ao hospital e a menor ficou em casa. Ao retornar à residência, Virgínia encontrou a filha sem vida.


Polícia investiga cemitério clandestino em Coruripe

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em Alagoas e no Rio de Janeiro

Renan Filho anuncia inauguração de duplicação de rodovia entre Arapiraca e São Sebastião
“Quando cheguei em casa, me deparei com essa situação [a filha morta]. Gritei muito. Ele [pai da menina] chegou meia hora depois. Ela já estava morta. Quando a peguei, ela já estava fria”, disse.
A mãe afirmou também que ela e os filhos eram agredidos pelo marido e pai das crianças. Mesmo assim, tentava manter o casamento. Porém, após a morte da filha, pediu o divórcio e uma medida protetiva.
Foram feitas nesta terça-feira reproduções das versões da mãe e do pai, que serão analisadas pela perícia.
“A gente vai analisar aquilo que foi emitido, aquilo que foi considerado como a posição dos objetos na cena do crime, e tentar estabelecer mais ou menos o modo operante de como aconteceu e se havia habilidade técnica para a prática daquele ato”, disse o perito Edson Ferreira.
'Hipótese de homicídio é praticamente descartada', diz PC
Segundo o chefe de operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, foi possível confirmar, durante a reprodução, que a menina poderia ter amarrado a corda e se enforcado nas condições relatadas, descartando a hipótese de homicídio.
Durante a simulação, um manequim com as mesmas características físicas de Katharina foi utilizado para a reprodução.