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Homem morto pela PM pediu, em oração: “Tome conta da minha vida”

Denner Wesley Batista dos Santos tinha esquizofrenia e foi morto pela PM em frente à mãe durante surto psicótico


				Homem morto pela PM pediu, em oração: “Tome conta da minha vida”
O homem tinha esquizofrenia e foi morto pela polícia militar em Diadema (SP). Foto: Reprodução

Em oração escrita a mão, Denner Wesley Batista dos Santos, 35 anos, pediu para que Deus cuidasse da sua vida. O homem tinha esquizofrenia e foi morto pela polícia militar em Diadema (SP) na madrugada da última quinta (15/8), durante um surto psicótico.

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“Ele escreveu num papel que está comigo uma oração pedindo a Deus que ajudasse ele, que ajudasse ele a superar e parar com as crises. E foi isso que aconteceu”, relata a mãe da vítima.

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Ela conta que o filho recebeu o diagnóstico de esquizofrenia paranoide aos 18 anos. Desde então, o homem fazia tratamento para a doença. Um atestado assinado pelo médico psiquiatra Ary Blinder aponta que Denner sofria de um quadro crônico e incapacitante, não tinha previsão de alta e, por isso, estava inapto para trabalhar.

No entanto, o homem fazia curso no SENAI e treinava musculação. Segundo a mãe de Denner, o filho tinha uma ótima relação com os sobrinhos, bem como com todos os conhecidos.

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“Todos choraram porque meu filho era muito querido. Todo mundo que conhecia adorava meu filho”, diz.

Assassinado na frente da mãe

Denner estava na casa de familiares quando sofreu um surto psicótico. A mãe chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que acionou a polícia militar para auxiliar o socorro, visto que o homem estava muito agitado.

De acordo com o boletim de ocorrência, Denner teria usado uma faca de cozinha para ameaçar os socorristas. Em reação, os policiais militares dispararam cinco tiros em direção à vítima.

A ocorrência foi registrada como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. A polícia considerou que os militares agiram em legítima defesa de terceiros, e que Denner praticou tentativa de homicídio contra os socorristas.

A mãe, que presenciou tudo, contou ao Metrópoles que o filho estava de costas quando foi atingido.

“Meu filho estava de costas e estão alegando que foi legítima defesa. Legítima defesa de ter um doente [com] uma faquinha de cozinha. Por que não atiraram nas pernas do meu filho? Por que não deram choque nele?”, indaga a mãe.

Leia a matéria completa em Metrópoles.com

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