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'Não gosto de perder’, diz judoca após eliminação

Após derrota na Olimpíada, judoca fala sobre dores, cirurgias e diz já ter ‘passado do limite’ do próprio corpo


				'Não gosto de perder’, diz judoca após eliminação
Mayra Aguiar foi eliminada pela italiana Alice Bellandi. Foto: Miriam Jeske/COB

Triste com a derrota na Olimpíada de Paris, nesta quinta-feira (1º), a judoca brasileira Mayra Aguiar desabafou ao falar sobre as dores que sente no corpo, e sobre ter “passado do limite” para se preparar para os Jogos Olímpicos. Ela se emocionou ao falar sobre sua eliminação na estreia, e afirmou que, apesar do baque, irá se reerguer novamente, como sempre fez.

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“É doído, é um saco, eu não gosto de perder nem brincadeira, imagina, ainda mais num negócio que a gente se doa tanto. Doa a saúde, doa o tempo de família, doa a parte mental, dieta rígida, restrita, treinar todo dia com dor, é um preço que eu tô pagando também já tem um tempo, brigando com dor, brigando com lesão, então não é só hoje, é o ciclo inteiro olímpico, que é uma luta, e quando acaba assim dessa forma é muito ruim, é muito sentimento”, desabafou.

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Apesar da derrota, ela disse saber que, todas as vezes que perdeu no tatame, se levantou mais forte. “Quanto mais dói, mais a gente fortalece”, contou. Ela não conteve as lágrimas após ser derrotada pela italiana Alice Bellandi na luta de estreia nesta quinta-feira. A judoca ainda pediu um abraço ao jornalista Marcelo Courrege, da TV Globo.

Após a luta, Mayra disse a jornalistas em Paris que está se permitindo sentir triste após a derrota, mas que logo irá se recuperar. “Amanhã eu já vou estar de pé, vou estar pensando em qualquer outra coisa, me fortalecendo, eu sei disso, é uma coisa que eu me apego, é nisso sempre”.

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Apesar disso, revelou que tem enfrentado muitas dores pelo corpo, e que já passou de seus limites para se preparar para a Olimpíada. Devido a lesões, Mayra já foi submetida a oito cirurgias, e contou que se habituou a treinar sentindo dores. Por isso, preferiu ficar mais reclusa e não aparecer tanto antes da luta.

“Eu já passei do meu limite, já tem um tempo que eu venho mentindo até pro meu corpo, mentindo que está tudo bem. Eu tenho oito cirurgias já no corpo. É uma coisa que eu aprendi a treinar assim, aprendi a lutar assim, mas nos últimos anos tem sido mais difícil”, relatou.

“Não adianta, é o preço que a gente paga, chega uma idade, por mais que eu esteja mentindo, minhas meditações, meu fortalecimento, fingindo que tá tudo bem, é difícil, é uma coisa que não dá pra brigar tanto com o nosso corpo, a gente tem o nosso limite, mas eu fui até onde eu consegui, até onde o corpo deixou e não deixou também, eu tentei ir”, afirmou.

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