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Perícia revela que mãe acusada de matar a filha em Rio Largo usou cocaína antes do crime

Foram analisadas amostras de sangue e urina coletadas no IML; menina foi morta a facadas


				Perícia revela que mãe acusada de matar a filha em Rio Largo usou cocaína antes do crime
Menina foi morta a facadas pela mãe em Rio Largo. Divulgação/Instagram

O Instituto de Criminalística de Maceió, da Polícia Científica de Alagoas, divulgou, nesta terça-feira (30), que o resultado do exame toxicológico de Thamiris Oliveira Braga, acusada de matar a própria filha em Rio Largo apontou a presença de cocaína em seu corpo.

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De acordo com o órgão, o laudo indicou a existência de metabolitos da cocaína no sangue e na urina de Thamiris, o que demonstrou uso da droga antes do crime. O resultado da análise toxicológica foi anunciado pelo chefe do Laboratório de Química e Toxicologia, perito criminal Thalmanny Goulart, responsável pelo exame.

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Ele explicou que foram analisadas amostras de sangue e urina coletadas no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, três dias após o crime, quando a acusada já se encontrava custodiada após ser presa em flagrante. O material foi analisado através da técnica de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas.

“Foi identificado no sangue a presença de cocaína e um produto do seu metabolismo que é a benzoilecgonina. A análise também detectou a presença desse mesmo metabólito na urina. Considerando que Thamiris estava custodiada, mesmo a coleta tendo sido realizada três dias após o fato imputado a ela, foi possível detectar a presença da cocaína e um dos seus produtos de metabolismo, visto que a Polícia Científica dispõe de um equipamento de alta sensibilidade capaz de detectar essas substâncias”, afirmou o perito criminal.

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Thalmanny Goulart confirmou ainda que foi encontrada também a substância lidocaína, um anestésico local, comumente presente na cocaína como adulterante; por esse motivo, pode inferir que a lidocaína encontrada é oriunda também do consumo da cocaína. Estudos mostram que a mistura do entorpecente com o fármaco provoca efeitos graves decorrentes de alterações no sistema nervoso central.

O CRIME

Laura Maria Nascimento Braga, de apenas 7 anos, foi atingida por golpes de arma branca na casa da família em Rio Largo, no dia 6 de julho. Familiares e vizinhos escutaram os pedidos de socorro da criança, mas quando eles conseguiram entrar no imóvel, já encontraram a menina ferida. Ela chegou a ser socorrida para um hospital da cidade, onde entrou em óbito.

No IML de Maceió, o exame cadavérico realizado pelo perito médico-legista Joelson Rodrigues confirmou que Laura Maria foi vítima de choque hemorrágico. A necropsia constatou lesões perfuro-cortantes nas regiões cervical, torácica e da cabeça e equimoses provocadas por lesões contusas na região da face, cabeça, pescoço e no flanco esquerdo do corpo da menina.

Os peritos criminais Yuri Atayde e Marina Lacerda Mazanek, responsáveis pela perícia de local no dia crime, explicaram que estiveram no hospital onde o corpo da criança estava e na casa onde aconteceu o homicídio. Mesmo com a cena do crime alterada, devido à necessidade de tentar salvar a vítima, eles encontraram sangue em todos os cômodos, com maior concentração de sangue no banheiro e na cama da menina.

Todos os laudos periciais, oriundos dos exames realizados pelos Institutos da Polícia Científica de Alagoas, foram encaminhados para a Delegacia de Homicídios de Rio Largo, responsável pelo inquérito policial.

*Com assessoria

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