Suzi Mariana lança novo EP e aposta no acústico
As músicas foram publicadas hoje, 26, e estão disponíveis no Spotify

Nascida no interior, no coração do Sertão alagoano, desde cedo a música esteve presente na rotina de Suzi Mariana. Influenciada por um universo sonoro diverso, que ia da MPB ao rock, passando até por trilhas sonoras, ela encontrou nas melodias um norte para a vida.
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Suzi Mariana é mais uma voz autoral do rock alagoano e, embora tenha um talento inato, precisou do aviso de terceiros para reconhecer sua própria habilidade com a música. As primeiras apresentações nos ambientes de estudo foram cruciais para o início de sua carreira, que avança mais um passo neste mês de julho, no dia 26, com o lançamento de um novo EP de músicas acústicas, produzido ao lado de outros músicos igualmente talentosos.
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A Gazeta de Alagoas conversou com a artista, que contou sua história e revisitou a trajetória que está conquistando cada vez mais espaço. Confira o bate-papo.
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SUZI MARIANA. Eu sou de Água Branca, Alto Sertão alagoano, mas atualmente moro em Maceió. Desde criança, sempre apreciei música e sempre tive vontade de seguir esse caminho; ela sempre foi meu norte. Comecei a atuar profissionalmente com música no final de 2011 e, desde então, tenho atuado na área, estudado, tropeçado e aprendido muito nessa jornada repleta de dores e alegrias.
Quais foram as suas influências?
Minhas influências sempre foram bem variadas. Sempre gostei de escutar MPB, folk, rock, trilhas de novela, trilhas de filmes e aqueles flashbacks clássicos. Essas escutas e esses encontros sonoros na minha mente me guiaram e me ajudaram a construir de forma autêntica o meu trabalho autoral e de intérprete.
Quando percebeu o seu talento para cantar e como foi o desenvolvimento até a primeira apresentação em público?
Na verdade, foram os outros que perceberam. Eu canto desde muito nova e mal sabia o que era talento. Comecei a cantar na escola aos 6 anos, e minhas professoras e meus colegas sempre me incentivavam a cantar no recreio ou em momentos especiais no pátio da escola, e guardo essas lembranças com carinho. Também cheguei a cantar no coral da igreja. Anos depois, quando já tinha ingressado na universidade, um lugar de extrema importância na minha formação como artista e pessoa, decidi levar a música para o lado profissional. Comecei a fazer apresentações em bares e aniversários, e passei a me arriscar em compor mais músicas autorais, o que me permitiu participar de festivais, mostras de música e eventos que tiveram um impacto positivo em minha vida e me deram mais vontade de exercer essa profissão.
Quando foi sua primeira apresentação e a primeira apresentação autoral?
Minha primeira apresentação profissional foi em um congresso acadêmico na Ufal (Campus do Sertão) em 2012, onde cantei músicas de cantores e bandas que eram minhas influências na época. No mesmo ano, fiz minha primeira apresentação autoral no 4º Festival de Música da Ufal (Femufal), chegando a ser finalista com a música “Qualquer Palavra”. Inclusive, nós resgatamos e regravamos essa música e a lançamos recentemente, a pedido dos fãs mais antigos.
Quais são as suas maiores inspirações hoje?
Hoje, eu diria que minhas maiores inspirações são meus companheiros músicos, amigos de luta que correm junto comigo e nunca desistem, apesar das dificuldades que enfrentamos quando escolhemos viver de música, viver para servir à música. Se eu fosse mencionar nomes, esqueceria alguém, mas todos eles sabem o tamanho da minha admiração e o quanto me inspiram.
Onde almeja chegar com a música?
Eu almejo sempre estar em desenvolvimento, construindo meu trabalho honestamente, mas também tenho minhas ambições. Procuro ser pé no chão, mas luto para levar minha música autoral para o Brasil. No momento, um dos meus objetivos é construir uma boa base de público em Maceió, para, quem sabe um dia, fazer um show autoral no Teatro Deodoro. Seria meu sonho!
Quando começou a trabalhar com música autoral e quais são seus projetos vigentes e futuros?
Passei a trabalhar de fato com repertório autoral em 2016, quando lancei meu primeiro EP. Desde então, fiz diversos shows sendo eu mesma. Ao longo dos anos, lancei dois EPs autorais, três singles e, agora, no dia 26/07, lançaremos meu terceiro EP. Desta vez, é um trabalho gravado ao vivo em estúdio, em formato acústico, que fiz ao lado de Igor Gnomo (violão/guitarra) e Dinho Zampier (teclado). Nesse projeto intimista, fizemos uma série de vídeos (Live Session) que estão sendo disponibilizados no YouTube.
Sobre o que fala esse último EP?
Esse será o meu primeiro EP acústico, com seis faixas autorais que fizeram parte de outros trabalhos e agora foram revisitadas de forma intimista, carregadas de sentimentalismo e liberdade.
Por que um EP acústico?
Eu queria criar uma nova interpretação dessas obras. Queria me despir e mergulhar nesse formato intimista, me expressar livremente para então levar uma nova experiência de escuta para aqueles que gostam do meu trabalho e para os novos ouvintes também. Vejo nesse formato uma ótima oportunidade de me conectar mais ao público, além de ajudar eles a maturarem cada vez mais as canções.
Que tipo de mensagem você tenta passar ao público através da sua música?
Minha música é diversa; ela fala sobre o amor, sobre tensões sociais, sobre o cotidiano. Penso que uma das mensagens principais que ela tenta passar é a de que somos seres mutáveis, frágeis, falhos, alegres, contraditórios e esperançosos. Minha música é ampla, tem alma, ela quer ser significativa na vida das pessoas.
Acompanhe Suzi Mariana nas redes sociais (@suzimariana)
O novo EP está disponível neste link: https://open.spotify.com/intl-pt/album/2nYnyqhhv69CmDSBL1N5Ny?si=QEwkbV_kSniiMcQ3F6TH7w&nd=1&dlsi=6f1be61dad874534
