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Revelações de quase 2m, Luzia e Helena estreiam na Liga

Dupla tinha sido só convidada para treinos, mas acabou convocada por Zé Roberto


				Revelações de quase 2m, Luzia e Helena estreiam na Liga
Helena (28) e Luzia (26) comemoram ponto do Brasil contra a Coreia do Sul, pela Liga das Nações. Maurício Val/FV Imagem/CBV

A vitória tranquila do Brasil sobre a Coreia do Sul, nesta quinta-feira, deu a Zé Roberto Guimarães a possibilidade de rodar bastante o elenco na Liga das Nações (VNL). E o técnico promoveu a estreia de duas jovens atletas no torneio: a central Luzia, de 20 anos, e a ponteira Helena, de 19. Elas têm uma parceria de longa data, porque atuaram juntas em seleções de base, e são as jogadoras mais altas da equipe brasileira.

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Luzia mede 1,99m, e Helena tem dois centímetros a menos (1,97m). Inicialmente, elas foram apenas convidadas para os treinos da seleção. Mas, pouco antes do início da VNL, ganharam o status de “convocadas”. Não atuaram na estreia, contra o Canadá, e tiveram chances diante da Coreia do Sul. Quando entraram em quadra, receberam muitos aplausos da torcida presente no ginásio do Maracanãzinho.

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– Não vou mentir. Impossível não ficar nervosa ao entrar na partida, mas as meninas me dão muita confiança. Foi uma das melhores experiências que tive na vida. Também fiquei feliz pela Helena, que vem comigo desde a base. Deu vontade de chorar ao vê-la no jogo. Estar com ela deixou tudo ainda melhor - celebrou Luzia, em conversa com o ge.

O jogo contra as sul-coreanas não marcou exatamente a estreia da dupla pela seleção adulta. Elas conquistaram a medalha de prata no Pan de Santiago, em 2023, quando o Brasil não pôde contar com jogadoras de times do exterior. Como defendem Barueri e Sesc-Flamengo, respectivamente, Luzia e Helena apareceram na lista do técnico Paulo Coco (Zé Roberto também não participou do campeonato).

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Mas a Liga das Nações é a primeira oportunidade de integrar o grupo principal do Brasil, com jogadoras como Thaisa e Gabi. Para Helena, a história fica ainda melhor pelo fato de o Maracanãzinho ser uma das sedes da primeira semana de Liga das Nações.

– Eu já estou acostumada com esse ginásio cheio, porque jogo nele pelo Sesc-Flamengo. Hoje, foi um pouquinho diferente, por estar com a camisa da seleção, em um torneio tão importante. Mas fiquei muito feliz com o apoio dos torcedores e por continuar dividindo experiências com a Luzia – disse a ponteira.

Helena, inclusive, aproveitou o tempo em quadra para marcar dois pontos de ataque contra a Coreia do Sul. Luzia não pontuou. Para Zé Roberto, que já trabalhou com a central no Barueri, mais importante do que os números é a forma como as jovens atletas lidam com a chance de defender a seleção:

– Eu espero que elas aproveitem. O fundamental, para mim, é entenderem o DNA do time, conviverem com grandes atletas, em quem podem se inspirar. Precisamos fazer com que vejam a responsabilidade que terão no futuro, a forma como precisam treinar, se comportar e se comprometer. As duas têm ido muito bem nas atividades, no contato com o grupo. São jogadoras tranquilas, que assimilam o que tentamos passar. Esse é o momento de crescimento delas.

Se depender de Luzia e Helena, a história recentemente iniciada com a camisa do Brasil ainda terá muitos – e felizes – capítulos pela frente.

– Eu me imagino campeã olímpica. Não sei se nessas Olimpíadas, nas próximas ou em outras, mas ganhar um ouro nos Jogos é o meu maior sonho. Quero continuar treinando, me dedicando 100% e dando um passo de cada vez – projetou Helena.

O próximo passo será nesta sexta, diante dos Estados Unidos, pela 3ª rodada da Liga das Nações. O jogo também acontecerá no ginásio do Maracanãzinho, e a bola subirá às 21h (de Brasília).

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