O Partido dos Trabalhadores vive uma crise sem precedentes em Alagoas. As duas principais forças internas partidárias, Resistência Socialista e Construindo um Novo Brasil (CNB) estão em divergência explícita, com direito a movimentos que podem deixar fraturas expostas e férias abertas – literalmente.
Os grupos são liderados em Alagoas, respectivamente, pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros e deputado federal Paulão, que passaram a elevar o tom das críticas, extrapolando o universo partidário.
Medeiros enfrentou pessoalmente um grande desgastes ao ser lançado, para depois ser preterido, como pré-candidato a prefeito de Maceió. Nas últimas semanas, no entanto, o grupo de Ronaldo estaria sendo “boicotado” em vários municípios.
Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, São Miguel dos, Inhapi, Penedo e Colônia Leopoldina seriam algumas das cidades onde o PT, que tem a tendência CNB como majoritária em Alagoas, teria se recusado a aceitar a filiação de nomes indicados por Ronaldo Medeiros para disputar as eleições de prefeito ou vereador.
Em Delmiro, por exemplo, onde Ronaldo Medeiros tem forte atuação, seu grupo pretendia lançar uma chapa com condições de fazer dois vereadores. Com os nomes vetados, tudo indica que os pré-candidatos irão para o PSB.
Também em Delmiro, Paulão teria coordenado a unificação da oposição, o que levaria a oposição no município, incluindo Renato Torres que foi candidato a prefeito em 2020 e Padre Eraldo, que foi prefeito entre 2017 e 2020, numa aliança com Marx Beltrão, a se filiar ao MDB.
Em meio a essa disputa, que fragiliza o partido em Alagoas, surge a possibilidade da filiação ao PT de Maceió da vereadora Teca Nelma (PSD). Se confirmada, será um movimento coordenado pelo diretório nacional, até porque o diretório estadual já avisou que não concorda com a filiação. Mas essa é outra história
