‘Primeiro diário da água’: May Honorato estreia na literatura
Cantora e compositora alagoana lança livro de crônicas em maio; obra está em pré-venda no site Benfeitoria

Priscilla Nascimento
11/03/2024 às 16:38 • Atualizada em 11/03/2024 às 19:25 - há XX semanas
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Cantora, compositora e escritora: uma artista completa. Natural de Viçosa, no interior de Alagoas, May Honorato se destaca com um novo projeto, o livro “Primeiro Diário da Água”. Por meio da influência da escrita de seu pai, o poeta popular Audálio Honorato, a artista inicia 2024 com a divulgação do pré-lançamento de sua primeira obra literária.
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Em pequenas crônicas, a autora explora o fluxo de vida e pensamento de Clarice — personagem fictício criado por May e que aparece em todos os textos da obra. Ao longo do livro, são inseridas as elaborações íntimas da personagens, falas sobre as primeiras paixões, as relações, a experiência da rejeição, o vazio e a liberdade. Uma narrativa de resgate dos cenários da infância e da imaginação de uma menina aprendendo a ser ela mesma. Além disso, será possível acompanhar os processos infinitos de Clarice ao se perceber mulher.
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Como cantora e compositora, May já tem em sua trajetória o álbum “Clarão”, de 2020, o EP “Estranho Familiar”, de 2022, e seu mais recente trabalho autoral lançado em dezembro de 2023, o single “Carta”, em parceria com Janeo Amorim e Del Cavalcanti.
Já como escritora, ela se desafiou mais uma vez e fala do sentimento de lançar sua primeira obra escrita neste formato. “Lançar um livro é uma coisa que acessa vários lugares dentro de mim, onde está incluso tanto a minha individualidade, quanto um imaginário coletivo. Para mim, é um sentimento de transpor todos os lugares que eu me sentia travada anteriormente, para conseguir falar e escrever para o público”, afirma.


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A artista ainda relata que a história de Clarice é uma junção de escritas em diários e crônicas antigas, os quais ela resgatou do passado. “Este livro é um fragmento de coisas que eu escrevi na minha adolescência e fui desenvolvendo uma outra história. Apesar de pessoal, considero ter muito mais ficção. Me propus a escrever o livro quando eu comecei a fazer meus primeiros questionamentos. O processo de organização durou cerca de quatro meses, mas não tem uma data exata de quando comecei a escrever, justamente por ser um resgate das minhas memórias escritas”, enfatiza.