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Irmã de ex-jogador é suspeita por venda de entradas falsas na Sapucaí

Ao menos 20 vítimas denunciaram a suspeita em delegacias; a polícia acredita que o número pode ser maior

Lívia da Silva Moura, irmã do ex-jogador de futebol Leo Moura, foi presa na manhã desta terça-feira, em sua casa, na Freguesia, na Zona Oeste do Rio. Ao menos 20 vítimas denunciaram a suspeita em delegacias. A polícia, no entanto, acredita que o número pode chegar a 50 vítimas.

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Segundo a Polícia Civil, Lívia cobrava valores entre R$ 2 e 6 mil das vítimas, por ingressos de camarotes que jamais seriam entregues. Endereços ligados a Lívia são alvos de mandados de busca e apreensão nesta manhã.

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A prisão é uma operação conjunta, coordenada pelos delegados Alexandre Netto e Thiago Vieira, da Projeção do Maracanã na Sapucaí e da 19ª DP (Tijuca), após a expedição de um mandado de prisão temporária pela Justiça. Ela responde por estelionato e associação criminosa.

"O pagamento era feito em duas parcelas. A primeira era a metade do valor total, como uma forma de garantia, e a segunda seria a outra metade, assim que fosse entregue o ingresso, que nunca existiu", explicou Thiago Vieira, um dos delegados responsáveis pelo caso.

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Ele ainda acrescenta que tudo indica que existem outros envolvidos no esquema, que teria Lívia como líder. A polícia segue tentando chegar nas outras autorias, e já tem alguns nomes que podem ter envolvimento com a associação criminosa.

Após denúncias, um inquérito foi aberto. As investigações começaram em 10 de fevereiro, quando algumas vítimas procuraram a 19ª DP:

"As vítimas relataram que durante o ano de 2023 adquiriram ingressos para o camarote da Sapucaí do Carnaval de 2024. Todavia, nesta semana, eles tentaram retirar esse ingresso, que nunca existiu, porque aparentemente se tratava de uma fraude", explicou Vieira.

Segundo denúncias feitas por vítimas, Lívia chegou a fazer vídeo chamadas da área de credenciamento dos camarotes para conferir credibilidade ao golpe. As vendas dos ingressos oferecidos por ela seriam para desfiles de escolas do Grupo Especial, de domingo, de segunda-feira e ainda para os Desfiles das Campeãs.

Lívia já responde na Justiça por outros dois casos de estelionato. No último dia 30 de janeiro, o juízo da 5ª Vara Criminal da Capital decretou a revelia de Lívia em um processo em que ela é acusada de furtar e assinar cheques do jogador de futebol Renato Augusto, atualmente no Fluminense — ou seja, a ação continuará correndo mesmo sem o comparecimento da acusada às audiências.

O ex- jogador Léo Moura nada tem a ver com os golpes e não é alvo de qualquer investigação policial.

Histórico de golpes

Lívia já foi alvo de mandado de prisão por venda de ingressos falsificados para o Rock in Rio, além de ser acusada de estelionato por um grupo de 30 torcedores do Flamengo vindos de Manaus que teriam comprado ingressos para um jogo no Rio, em 2019.

Em 2022, a irmã de Léo Moura chegou a ter a prisão preventiva decretada. Na ocasião, uma investigação concluiu que ela fez passar-se por representantes dos organizadores do Rock in Rio para vender ingressos falsos. No dia 15 de dezembro último, o juízo especial do torcedor e dos grandes eventos, responsável pela tramitação do processo de estelionato que Lívia responde, atendeu pedido da defesa e converteu a preventiva da suspeita em domiciliar. O benefício foi condicionado a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica. Segundo informação do RJTV, ela nunca apareceu para colocar o monitoramento eletrônico. O Globo não conseguiu contato com a defesa de Lívia da Silva Moura.

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