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Artista alagoano celebra memórias carnavalescas em exposição no Misa

Em suas obras, Agélio Novaes mostra a bagagem cultural do estado através do tempo e do imaginário popular

A exposição “Minha Alma é Colorida”, do artista Agélio Novaes, brinca com o passado e o presente das festas carnavalescas alagoanas. Em seus quadros, o artista faz questão de referenciar o folclore alagoano e a bagagem que traz consigo por meio de sua memória e de vivências dos frevos locais. Do moleque namorador, dos apertos dos blocos, das máscaras da La Ursa e do amor pela dança, o que não faltam nas obras são histórias. A mostra tem curadoria de Walter Karwatzki.

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"Minha Alma é Colorida" é a oitava exposição individual e primeira grande mostra de quadros totalmente pintados à tinta acrílica. Nas obras, se destacam a capacidade de Agélio de brincar com as cores e o imaginário popular fazendo uma passagem entre o passado e o contemporâneo. 

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A exposição pode ser conferida no Misa, equipamento cultural da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), localizado no bairro histórico do Jaraguá, em Maceió, de segunda a sexta, das 8h às 16h, até o dia 2 de março.

O artista, natural de Viçosa, diz que o Carnaval sempre esteve presente na sua vida e sempre foi uma paixão familiar, tanto que ele fez parte da primeira geração do tradicional bloco “Filhinhos da Mamãe”, em 1983, e foi com a chegada da boneca que representa a mamãe no Museu Da Imagem e Do Som (MISA) que separou os quadros para a exposição. Então fica claro que não é à toa a paixão do criador por suas criações.

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				Artista alagoano celebra memórias carnavalescas em exposição no Misa
Agélio Novaes leva exposição "Minha Alma é Colorida" ao Misa. Divulgação

O quadro que deu início ao esboço do que se transformaria na exposição foi o “Ruge-Ruge”, que, de acordo com Agélio, retrata a essência e a celebração do carnaval em sua forma mais evidente. “O Ruge-Ruge foi um movimento de carnaval que envolvia todo mundo, com esse aperto de carnaval mesmo. A presença de diversos personagens dos blocos foi que deu início a tudo”, disse. 

Ele comentou ainda que gosta igualmente de todas as obras, mas destaca o carinho especial por duas. A primeira é a “Miss Paripueira”, uma figura presente na sua vida, com quem conviveu durante anos. “Eu sempre tive vontade de fazer essa figura icônica. Eu tenho um carinho muito grande por ela, consegui passar uma mistura meio sereia e meio diva. Além de retratar Paripueira bem no início”, exclamou orgulhoso. 

A segunda é a “Alma Colorida”, carro chefe da exposição. “Em vez das tradicionais almas brancas, eu a fiz colorida. Eu acho que tem tudo a ver com o Carnaval. O pessoal pensa que a alma colorida que estou falando é a minha, mas não, é a alma do Carnaval que é colorida” explicou. 

O curador da mostra, Walter Karwatzki, revela que as obras surgiram a partir de uma outra ideia de Agélio e com a chegada do carnaval e a oportunidade de expor nas ruas do Jaraguá selecionaram os quadros. Ao todo, foram 4 meses de trabalho ininterruptos para chegar neste resultado. “Recebi o esboço do que seria o Ruge-Ruge em novembro de 2023, desde então ele produzia, mandava para mim e eu já mandava o texto da curadoria. A produção dele é muito fluida, foram madrugadas de muito trabalho e parceria”, ressaltou o curador. 

Nas telas, são visíveis o cuidado e a experiência de Agélio em transmitir em cada traço os detalhes que fazem a diferença no momento da apresentação de uma obra. Para além da beleza que enche os olhos, preenche o coração de cada visitante de maneiras distintas. 


Com assessoria*

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