Entregador que diz ter sido confundido com ladrão detalha agressões
Por causa do episódio, diversos entregadores fizeram uma manifestação na noite desta segunda-feira (18)
O entregador por aplicativo Arthur Silva, que denunciou ter sido confundido com um ladrão no bairro da Jatiúca, em Maceió, relatou que teve uma arma apontada para ele, que a cabeça foi colocada dentro da bag e que levou tapas no rosto. Ele registrou um Boletim de Ocorrência na Central de Flagrantes, na noite nesse domingo (17).
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Por causa do episódio, diversos entregadores fizeram uma manifestação na noite desta segunda-feira (18). Eles realizaram um buzinaço pelos bairros da Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara.
Arthur contou à imprensa que seguia pelo corredor Vera Arruda, no bairro da Jatiúca, em uma bicicleta que ele usa para trabalhar. Na ocasião, ele escutou quando algumas pessoas gritaram 'pega ladrão'.
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Ao ouvir, ele diz que acelerou para adiantar com receio do assalto, mas a corrente da bicicleta caiu, momento em que parou para consertá-la. "Vieram os caras correndo. Jogaram o carro em cima de mim, me deram uma rasteira, me colocaram no chão, me amarraram", conta Arthur.


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Ele afirma ainda que uma mulher se aproximou dizendo que o celular que estava nas mãos dele era o dela. "Eu mandei ela colocar a senha [para provar ser dela o aparelho], aí veio outro e colocou uma pistola na minha cabeça. Veio outro e me deu uns quatro tapas na cara", continua a relatar o entregador.
Arthur diz que pediu que chamassem a polícia. Mas até com a chegada dos militares, as agressões não cessaram, segundo o relato dele.
"Pedi para chamar a polícia. Eles colocaram a minha cabeça dentro da bag o tempo todo, até a polícia chegar. Quando a polícia chegou, eles me ameaçaram para não olhar para a população e a população dizendo: 'Olhe para mim não'. Me mandaram entrar na viatura e quando entrei na viatura, os [policiais] mandaram eu sair e colocar a cara para fora, aí o policial foi e me deu um tapa na cara", afirma Arthur.
Segundo o entregador por aplicativo, ele não foi levado pela polícia direto para a delegacia. Em vez disso, os policiais teriam o levado para o bairro da Jacarecica. A esta altura, a bicicleta dele já estava danificada. Por causa disso, Arthur teve que voltar para casa a pé. "Tomei banho, conversei com minha mãe, mostrei os cortes e fui logo fazer boletim de ocorrência", finaliza o relato.
Agora a Polícia Civil está investigando as circunstâncias do assalto e das agressões contra o entregador.


