Mina apresenta redução de movimento e afunda 10,8 cm em 24 horas
Apesar dos dados caminharem para uma estagnação, Defesa Civil ainda não fala em estabilização do solo e mantém alerta

Anna Cláudia Almeida
03/12/2023 às 9:44 • Atualizada em 03/12/2023 às 10:21 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google
A última atualização trazida pela Defesa Civil de Maceió aponta uma nova diminuição no afundamento da mina 18, localizada no bairro do Mutange, próximo ao campo do CSA. Na manhã deste domingo (3), o órgão informou que o local afundou 10,8 cm, quando se mede o acumulado das últimas 24 horas.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Com isso, de acordo com os novos dados do órgão, a redução é de um centímetro em relação à medição desse sábado (2), que apontou um afundamento no solo da mina em 13 cm em um dia.
Leia também
A nota divulgada pela Defesa Civil informou que o deslocamento vertical acumulado da mina n° 18 é de 1,69 m e a velocidade vertical é de 0,7cm por hora.
No entanto, apesar da redução no afundamento, o órgão permanece em alerta máximo devido ao risco iminente de colapso da mina, que está na região do antigo campo do CSA, no Mutange.


Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas
“Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, explica o órgão.
A equipe de análise da Defesa Civil ressaltou ainda que essas informações são baseadas em dados contínuos, incluindo análises sísmicas.
Devastação urbana
Ao todo, são 35 minas de sal-gema que foram escavadas por 44 anos na área urbana de Maceió. No início, a empresa que começou a escavação foi a Salgema Indústria Químicas de Alagoas, que depois passou a ser chamada de Braskem.
A mineração nesses poços de sal-gema provocou o deslocamento do solo há anos, numa tragédia que vem obrigando dezenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas desde 2018.
Cinco bairros foram afetados diretamente pela escavação desenfreada da Braskem: Bebedouro, Mutange, Pinheiro, Farol e Bom Parto. Moradores das áreas de maior risco foram realocados de suas residências.
Já moradores desses mesmos bairros que vivem em regiões de menor criticidade permanecem no local, vivendo numa espécie de isolamento urbano, a exemplo das comunidades dos Flexais.
Chuvas podem agravar situação
Ao Metrópoles, a Defesa Civil relatou que a condição climática na cidade pode vir a ser um agravante para o colapso da mina 18 da Braskem, caso haja chuva em excesso.
No entanto, neste domingo (03), a capital alagoana amanheceu com o tempo aberto e baixa previsão de chuva (5%). Alguns chuviscos foram registrados no período da manhã no bairro do Bebedouro, vizinho ao Mutange.