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Governo Federal reconhece situação de emergência em Maceió

A Defesa Civil de Maceió informou que a última medição da mina apontou que a movimentação vertical acumulada na área é de 1,42 metro e a velocidade vertical é de 2,6 centímetros por hora

O governo federal reconheceu, nesta sexta-feira (1°), a situação de emergência em Maceió pelos danos causados em razão do afundamento de uma mina de exploração de sal-gema da Braskem. Existe o receio, por parte dos órgãos de Defesa Civil, de que a estrutura entre em colapso a qualquer momento.

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) disse que está acompanhando a situação na capital alagoana. Segundo a pasta, o ministro Waldez Góes participou, nesta sexta (1º), de uma reunião com uma equipe da Defesa Civil Nacional, que está no local.

O objetivo do encontro foi apresentar as informações levantadas pela equipe e traçar - em parceria com as defesas civis estadual e municipal - uma estratégia para atender a população afetada.

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Os bairros Mutange, Pinheiro e Bebedouro sofreram os últimos abalos sísmicos devido à movimentação da cavidade de uma das minas da Braskem. Nessa quinta (30), a Prefeitura de Maceió decretou situação de emergência por 180 dias, em razão da causa do iminente colapso da mina 18.

A Defesa Civil de Maceió informou que a última medição apontou que a movimentação vertical acumulada na área é de 1,42 metro, e a velocidade vertical é de 2,6 centímetros por hora.

Em nota, a Braskem disse que continua mobilizada para monitorar a situação da mina 18. A empresa ressaltou que a região está desabitada desde 2020.

"Referido monitoramento, com equipamentos de última geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades e a adoção de medidas preventivas como as que estão sendo adotadas no presente momento", disse a empresa.

Monitoramento

Ainda de acordo com a Braskem, os dados atuais de monitoramento mostram que a acomodação do solo segue concentrada na área da mina 18 e que isso poderá ocorrer de forma gradual até a estabilização ou desabamento abrupto.

Das 35 cavidades exploradas pela empresa, nove receberam a recomendação da Agência Nacional de Mineração (ANM) de preenchimento com areia. Dessas, cinco tiveram o preenchimento concluído, em outras três os trabalhos estão em andamento e uma já está pressurizada - sem necessidade de preenchimento com areia.

Além dessas minas, em outras cinco cavidades foi confirmado o status de autopreenchimento. “As demais 21 cavidades estão sendo tamponadas e/ou monitoradas, sendo que - em sete delas - o trabalho já foi concluído. As atividades para preenchimento da cavidade 18 estavam em andamento e foram suspensas preventivamente devido à movimentação atípica no solo”, finalizou a Braskem.

*COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL.

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