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HOME > blogs > EDIVALDO JÚNIOR
Imagem ilustrativa da imagem Albert Einstein “nega” acordo com prefeitura de Maceió; caso é denunciado ao MP

BLOG DO
Edivaldo Júnior

Albert Einstein “nega” acordo com prefeitura de Maceió; caso é denunciado ao MP

Em nova petição encaminha ao Ministério Público Estadual, para “apresentar informações complementares acerca da Notícia de Fato”, destinada a Promotoria de Justiça da Capital (Fazenda Pública) o MDB e o PSB apresentam novas denúncias suspeitas acerca da compra do Hospital do Coração pela prefeitura de Maceió.

Entre os questionamentos, está a contraposição à informação dada pelo prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, JHC (PL), de que a prefeitura teria assinado protocolo de intenções com o Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

De acordo com o documento, a informação é negada. “É importante mencionar que este Noticiante entrou em contato com a advogada Sênior do Hospital Israelita Albert Einstein  onde foi informado pela mesma que NÃO existe qualquer protocolo de intenções entre o Município de Maceió e o referido Hospital”, diz trecho da petição.

“Ora, o anúncio do prefeito de Maceió, enfatizando os detalhes do novo Hospital e a parceria com o Albert Einstein, criou a ideia de uma colaboração técnica de alto nível entre a Prefeitura e o Hospital de São Paulo. No entanto, as revelações subsequentes levantam suspeitas sérias sobre a veracidade das informações divulgadas. A falta de clareza e transparência no processo de divulgação e negociação do suposto protocolo de intenções é alarmante. A confirmação de que não existe tal protocolo, levanta questionamentos sobre a veracidade das declarações do prefeito e levanta dúvidas sobre a legitimidade da parceria anunciada”, diz o documento.

“Além disso, a revelação de que o contrato foi assinado entre o Hospital Albert Einstein e a empresa Cardiodinâmica, ao invés da prefeitura, é extremamente preocupante. Essa informação levanta sérias preocupações sobre a natureza real da parceria e os motivos por trás da assinatura do contrato com uma empresa privada em vez do órgão público responsável. Essas revelações, se confirmadas, lançam uma sombra de dúvida sobre a integridade do processo de gestão e tomada de decisão, levando a sérias preocupações sobre a prestação de contas e transparência na administração pública”, completa.

No documento, o “noticiante” levanta dúvidas ainda sobre outras informações e classifica o hospital que teria sido comprado como “pronto” pela prefeitura de Maceió como “inacabado”, o que configuraria sobrepreço no processo de desapropriação.

“Não bastasse isso, em 20 de outubro de 2023, os Vereadores por Maceió João Gabriel e José Marcio Júnior, compareceram ao Hospital da Cidade (antigo Hospital do Coração) e constataram que os imóveis desapropriados ainda se encontram em obras. Os parlamentares conseguiram entrar em parte da estrutura e mostraram, com farto material de vídeo, que de cinco andares do Hospital do Coração que conseguiram visitar, dois estavam desativados e passando por reforma. E de seis andares que tiveram acesso no Centro Médico, todos estavam vazios e sem nenhum equipamento”, aponta o documento.

“Em resumo, a Prefeitura de Maceió realizou o pagamento antecipado, pagou por um Hospital supostamente pronto, quando, na realidade, ainda está em obras! Essa conexão direta entre a construtora responsável pelas obras e a antiga emprega proprietária do imóvel desapropriado, levanta suspeitas de possível crime de fraude a licitação, onde ao invés de licitar uma construtora para concluir as obras do imóvel desapropriado, a prefeitura desembolsa recursos públicos irregularmente, via desapropriação e permite que uma construtora (não licitada) prossiga com as obras de em um imóvel que agora é público”, reforça o noticiante.


				Albert Einstein “nega” acordo com prefeitura de Maceió; caso é denunciado ao MP
Imagens apresentadas ao MP mostram que Hospital do Coração está "inacabado" (reprodução). Imagens apresentadas ao MP mostram que Hospital do Coração está "inacabado" (reprodução)

Veja aqui odocumento encaminhado ao MP na íntegra:

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