
No entanto, a capital de Alagoas, um dos estados mais homofóbicos do país, ainda enfrenta sérios problemas discriminatórios que interferem no direito à cidadania dos indivíduos homoafetivos.
Durante quatro meses – de abril a julho de 2012 - eu e meu companheiro de faculdade (Kleverton Almirante) pesquisamos sobre o tema “Lei 4.667: práticas discriminatórias em Maceió”, investigando casos de homofobia e entrevistando personagens e autoridades sobre o cumprimento da lei. Pesquisa essa que resultou em uma vídeo reportagem, e em seu trabalho de conclusão de curso.
Para contextualizar o tema, o que procede na cidade são ocorrências de casais gays impedidos de desfrutar seus direitos de acesso a locais públicos, direitos comerciais e o direito de ir e vir, sendo excluídos do exercício da cidadania. Este trabalho mostrará como se dá o crime de homofobia e quais as ações tomadas para erradicar a prática.
A ideia em apresentar uma vídeo reportagem como Trabalho de Conclusão de Curso, surgiu após longas discussões com o orientador. Entendemos que o TCC no formato de trabalho profissional é interessante, por ser uma forma de avaliar a nossa preparação para atuação no mercado de trabalho. Na reportagem iremos abordar um tema polêmico, que é a questão do preconceito aos GLBTT em um cenário local, Maceió.
A lei 4.667, de 1997, foi criada com intenção de minimizar os casos de homofobia na capital alagoana principalmente na hora do lazer, haja vista que esta lei prevê punições para estabelecimentos comerciais e órgãos públicos que discriminarem qualquer pessoa por conta da orientação sexual. Mesmo com uma lei tão avançada, Maceió encontra-se em um cenário alarmante de cidade com grandes índices de casos de homofobia.
Na reportagem que você verá agora, Kleverton e eu procuramos saber se a lei de fato está sendo efetivada, além de ouvir casos de pessoas que sofreram algum tipo de preconceito por conta da orientação sexual.
Abaixo o link do documentário