Após críticas, ministro da Agricultura manda verba para Sul e Nordeste
Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, foi criticado quando mandou dinheiro para seu estado; desde então, MT ficou quase de fora
Pressionado após concentrar repasses do ministério em cidades de Mato Grosso, seu estado, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, diversificou as regiões e os estados atendidos na distribuição do restante da verba.
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Há uma fatia de R$ 416 milhões reservada ao Ministério da Agricultura e Pecuária da verba das antigas emendas de relator que foi parar nas mãos dos ministros de Lula.
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Esse orçamento já foi todo empenhado, ou seja, distribuído oficialmente para os locais indicados, geralmente bases eleitorais de aliados do governo.
Depois de enviar R$ 134 milhões para cidades de Mato Grosso entre junho e agosto, o ministério diversificou a verba entre outros estados. As cidades matogrossenses ficaram praticamente de fora, beneficiadas com apenas mais R$ 4 milhões em outubro.


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O ministro Carlos Fávaro disse à coluna que é “claro que vai mais dinheiro para locais onde há grandes produções, grandes chuvas e grandes distâncias, mas todas as unidades da federação receberam recursos”. “Destinamos quase R$ 490 milhões em convênios em 2023, sendo 94% desse valor para instrumentos como a aquisição de máquinas e equipamentos, estradas vicinais, dentre outros objetos.”
Em setembro e outubro, o estado mais beneficiado foi o Paraná, com R$ 26 milhões em ações do ministério. Em seguida, a Bahia, com R$ 13,3 milhões. Os estados do Nordeste receberam R$ 40,5 milhões; do Sul, R$ 34 milhões; do Norte, R$ 19 milhões e do Centro-Oeste, R$ 18,6 milhões.
As verbas fazem parte dos R$ 9,6 bilhões reservados para negociação política dentro dos ministérios. Fávaro foi repreendido pelo Palácio do Planalto por ter privilegiado seu estado; depois, pessoas próximas do ministro relataram que ele perdeu o controle sobre o restante do dinheiro.
Procurado, o ministério disse que “reafirma a importância dos critérios técnicos e estratégicos quando do investimento em projetos de recuperação e ampliação de estradas vicinais”, incluindo a distância das áreas de produção e a rede de estradas estaduais e federais.
“O Ministério também considera a importância de fomento ao desenvolvimento regional nas localidades com menor nível de IDH, como Nordeste, Norte e Centro-Oeste.”
“No entanto, o investimento na recuperação e melhoria das vicinais é realizado em todo o Brasil.”
