Filho de juiz morto em PE homenageia magistrado: “Baita de um pai”
O corpo juiz Paulo Torres da Silva, 69 anos, assassinado a tiros, na noite da última quinta-feira (19), foi cremado em Jaboatão dos Guararapes (PE)
O juiz Paulo Torres da Silva, de 69 anos, assassinado a tiros, na noite de quinta (19), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, foi velado e cremado nesta sexta (20), no Cemitério Memorial Guararapes, na mesma cidade.
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Na despedida, o filho dele, o servidor público Daniel Torres, de 44 anos, descreveu o pai: “um esposo maravilhoso, um baita de um pai e um avô completamente encantado pelas netas”, afirmou.
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Daniel conversou com a reportagem no início da tarde. Ele falou também sobre os gostos do magistrado, que morreu bem perto da residência onde morava, em Candeias.
“Era uma figura. Um amante da cultura. Gostava de música, literatura e filmes. Era um tocador de violão singular”, disse.


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Sobre o trabalho policial, Daniel afirmou que “as pessoas que têm que investigar, está investigando”.
“Vai fazer falta. Os almoços de domingo duravam o dia inteiro. Vamos tocar em frente. Que se resolva da melhor forma possível”, acrescentou.
Assessora do juiz, Mariana Gaião foi ao velório. Muito emocionada, ela disse que atuou na 21ª Vara Cível do Recife, com Paulo Torres, e “aprendeu muito”.
“Um ser humano fantástico e humilde. A gente não perdeu um chefe e um juiz. Perdemos um amigo. Uma pessoa que estava lá com a gente. Não tenho nem palavras para falar sobre ele”, disse.
No velório. o presidente do TJPE, Luiz Carlos Figueiredo, afirmou que a expectativa é que a polícia faça o trabalho de prender e que ocorra um julgamento justo. "É preciso ter a condenação e a prisão", afirmou.
Sobre o colega, Figueiredo afirmou que Paulo era um homem "leve e simples". "Era competente, um dos melhores do Brasil", declarou.
O presidente do TJPE acredita é pouco provável que o crime tenha relação com a atividade dele no Judiciário.
"Ele passou a carreira toda em vara cível. É prematuro fazer juízo de valor sobre isso",
O velório reuniu muitos parentes, amigos e colegas de Judiciário. Todos estavam consternados com a violência.
No meio da tarde, o caixão foi levado para o crematório, para uma cerimônia mais reservada. Várias coroas de flores foram enviadas ao cemitério.
Investigação
Segundo a polícia, o corpo do juiz Paulo Torres apresentava uma perfuração à bala na região da nuca.
Em entrevista coletiva, a corporação disse, ainda, que os bens dele não foram subtraídos.
No início das investigações, os policiais não descartam nenhuma linha de investigação sobre o caso.
O caso teve grande repercussão. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) , Luís Roberto Barroso, disse que o crime foi “covarde”.
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Luiz Carlos Barros Figueiredo, cobrou apuração às autoridades.
