Familiares e ciclistas cobram por Justiça após morte de PM atropelada
O suspeito que conduzia a caminhonete se apresentou à polícia nessa terça-feira (17), mas foi liberado após prestar depoimento

Mariane Rodrigues e Rogério Nascimento
18/10/2023 às 8:27 • Atualizada em 18/10/2023 às 8:47 - há XX semanas
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Dezenas de ciclistas, amigos e familiares da policial militar Cibelly Barboza, morta aos 31 anos após ser atropelada por uma caminhonete na AL-220, em Arapiraca, reuniram-se na noite desta quarta-feira (18), em Arapiraca, em uma manifestação para cobrar Justiça pela morte da soldado. O acidente ocorreu no último sábado (14), quando deixou o marido dela gravemente ferido. O suspeito de conduzir o carro se apresentou à polícia nessa terça-feira (17), prestou depoimento, mas foi liberado em seguida porque não havia mais flagrante e nem mandado de prisão preventiva contra ele.
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Cibelly foi atropelada enquanto praticava ciclismo, junto com o marido, na rodovia. Imagem de uma câmera de videomonitoramento flagrou o momento em que o condutor atinge a caminhonete, em cheio, na soldado, que era professora do Colégio da Polícia Militar, unidade Arapiraca. Após atropelar a mulher, que chegou a ser levada por alguns metros no capô do carro, o veículo bateu também no esposo dela, soldado Porto, que está internado no Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca.
Os manifestantes se aglomeraram no trevo do Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual (BPRV), que fica entre as rodovias AL-110 e AL-220, no bairro Canafístula. Na localidade, eles expuseram cartazes que mostram várias fotos da soldado em uma bicicleta, pousando na estrada, indicando que o ciclismo era uma de suas paixões.
O pai de Cibelly, Marciel, esteve na manifestação. Ele disse à Gazetaweb que Cibelly era filha única, morava no bairro Planalto e tinha o sonho de ser militar. "Ela conseguiu [realizar o sonho], mas infelizmente não pode seguir a carreira por causa desse triste acontecimento", desabafa.


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Ele pede Justiça pela morte da filha. "Eu espero que, primeiramente Deus, e segundo a Justiça tomem providências. É uma coisa que não pode ficar impune. Se ele errou tem que pagar pelo erro dele, para que não aconteça mais com ninguém", expôs o pai da jovem.
Marciel informou ainda que o marido dela, o soldado Porto, está se recuperando e, nesta quarta-feira (18), ele voltou a reconhecer a família. "Ele vai sair dessa", desejou o pai de Cibelly.

O advogado da família de Cibelly, Napoleão Lima Júnior, reafirmou que o suspeito havia ingerido bebida alcoólica no dia do acidente, versão que o suspeito negou em depoimento à polícia.
"Inicialmente, a gente já se manifestou perante o delegado de polícia para acompanhar as investigações. O delegado não tem nenhuma dúvida de que havia a situação de embriaguez. Tanto é verdade que o assassino foragiu do local do acidente para não ser submetido ao teste de etilômetro para constatar a embriaguez. Mas temos testemunhas que viram ele bebendo realmente e foi isso que motivou o acidente. Até porque os dois policiais estavam no acostamento e ele, com excesso de velocidade e embriagado, fatalmente atingiu a Cibelly e causou essa lesão corporal gravíssima no soldado Porto", afirma o advogado, que complementa:
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"Estamos aguardando para que tudo se desenvolva bem, que as testemunhas sejam ouvidas, que confirmem o estado de embriaguez e que o indivíduo tenha a reprimenda legal, prevista na lei, com todo rigor, para que ele nunca mais volte a ter esse tipo de conduta. A gente sabe que não vai trazer mais a Cibelly de volta. A lesão corporal gravíssima, a gente também não consegue remediar. A perda é gigantesca para a família, para a Polícia Militar e para a sociedade de Arapiraca. Não vamos medir esforços até que esse indivíduo seja responsabilizado com todo rigor da lei", conclui o advogado.

