PM que matou mulher também pode responder por importunação sexual
Polícia Civil busca por imagens de videomonitoramento para esclarecer circunstância da morte da Rosineide da Costa, no Conjunto Jardim Royal
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já instaurou inquérito policial e ouviu testemunhas do homicídio praticado por um policial militar contra uma cabeleireira, no Conjunto Jardim Royal, na Cidade Universitária, na noite desse domingo (8). Além do assassinato, o homem também pode responder por importunação sexual contra a sobrinha da vítima, uma jovem de 21 anos.
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“Um dos pontos a ser esclarecido melhor no inquérito são justamente eventuais crimes cometidos contra essa jovem de 21 anos, que estava sendo supostamente importunada pelo autor. Iremos inquiri-la mais uma vez para verificar quais foram as circunstâncias em que ele veio a flertar com ela, inclusive, a segurá-la em alguns momentos, conforme depoimentos que constam no inquérito policial, e isso pode vir a agravar a situação desse suspeito, uma vez que ele se encontra preso em flagrante delito de homicídio qualificado pelo motivo fútil, ou seja, por um motivo insignificante, e pode vir a ser processado pelo crime de importunação sexual”, afirma o delegado Thiago Prado, responsável pela investigação.
A polícia também busca imagens de segurança da região para que possa esclarecer como ocorreu o homicídio. Outras testemunhas que estavam na festa realizada na casa da vítima também devem ser ouvidas nos próximos dias.
O autor do homicídio, por sua vez, foi preso em flagrante momentos após o crime e passará por audiência de custódia às 13h desta segunda-feira.


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O caso
O policial militar foi preso suspeito de matar Rosineide da Costa Silva, de 53 anos, com três tiros. Segundo testemunhas, a vítima estava bebendo com amigos e familiares, quando o militar foi convidado por um vizinho e passou a beber junto ao grupo.
O suspeito, no entanto, começou a flertar com a sobrinha da mulher, que tem 21 anos, porém, a vítima não teria permitido o relacionamento entre os dois, momento em que o militar se alterou e disparou contra ela.
A vítima chegou a ser socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santa Maria, mas não resistiu aos ferimentos.
Já o militar passou por exame de corpo de delito e segue detido no Presídio Militar, onde aguarda pela audiência de custódia.

