Rapto de taxista e amigo pode ter sido motivado por 'acerto de contas'
Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) informou que as vítimas tinham envolvimento com diversos tipos de crimes

Mariane Rodrigues
06/10/2023 às 8:53 • Atualizada em 06/10/2023 às 9:03 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) acredita que o taxista e amigo raptados de dentro de um condomínio na cidade de Satuba, no último domingo (1º), foram alvos de um "acerto de contas" com traficantes ou membros de organização criminosa. Essa é a principal linha de investigação da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), que informou, nessa quinta-feira (5), que as vítimas tinham envolvimento com diversos tipos de crimes.
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De acordo com o delegado Igor Diego Vilela, que coordena a Dracco, o taxista já tem registro de cometimento de crime de porte ilegal de arma de fogo em 2012. Naquele ano, ele foi encontrado com um arsenal de armas de diversos calibres e munições. Segundo a autoridade policial, ele também foi preso por tráfico de drogas.
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O amigo dele, identificado como Edvan, também já tinha sido preso por homicídio, usava tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento há 30 dias.
Por causa desses antecedentes, a autoridade policial está focando as investigações para membros de facções criminosas ou organizações criminosas que atuam em Alagoas.


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"A gente percebeu que essas pessoas, que foram vítimas nessa situação, são envolvidas em diversos crimes na cidade. Estamos apurando os detalhes para concretizar que o sequestro pode ter sido, em uma linha de investigação, como acerto de conta entre traficantes criminosos rivais. Esses criminosos entraram com os dois veículos no condomínio e se apresentaram como policiais, porém, estavam de balaclavas, já para dispersar qualquer tipo de investigação. E, diante disso, a gente percebeu que esse modus operandi tem sido comum em algumas facções criminosas Brasil afora, e nós estamos apurando essa situação", expôs o delegado Igor Diego.
Ele informou ainda que os carros usados pelos criminosos para acessar o condomínio onde as vítimas estavam eram clonados, o que dificulta a identificação.
"Não há registros formais que os dois [taxista e amigo] praticam crimes juntos, mas, diante do que apuramos, eles, possivelmente, atuavam juntos na prática de algum crime na capital alagoana, o que reforça a nossa investigação, para que a gente foque em membros de facções criminosas e de organização criminosa no estado de Alagoas", reforçou o delegado.
O CASO
A Polícia Civil aponta que, ao entrarem no imóvel, eles renderam três vítimas (o taxista, o amigo e sua esposa), ordenaram que deitassem, revistaram-nas e insistiram para que dissessem onde estavam as armas e as drogas.
"Como não encontraram nem armas nem drogas, prenderam a primeira vítima [mulher], em um quarto, e sequestraram os dois homens. Essas informações chegaram para a polícia e iniciamos as investigações, mas ainda não foram localizados", informou o delegado.