Criminosos que levaram taxista e amigo se passaram por policiais
Vítimas e acusados continuam desaparecidos; polícia trata o caso como sequestro
Dando continuidade à investigação do desaparecimento de um taxista de 45 anos e de um amigo de 33 no último domingo (1º), a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), por meio do delegado Igor Diego, informou que os criminosos se identificaram como policiais e renderam as vítimas dentro de um condomínio no município de Satuba, Região Metropolitana. Até o momento, o taxista e o amigo não foram localizados, e a polícia trata o caso como sequestro.
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Um vídeo cujas imagens são do circuito interno que fica na entrada do residencial mostra a chegada dos autores em dois veículos de cor branca, que passam tranquilamente pela portaria do residencial, já que aproveitam a entrada de um morador para conseguir acessar o imóvel.
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No momento, a polícia, através da delegada de Satuba, Fabiana Leão, com apoio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), apura o caso, colhendo depoimentos e fazendo buscas por outras imagens de câmeras de segurança, visando identificar os autores do crime. Além disso, diligências estão sendo realizadas para alcançar o paradeiro das vítimas. As investigação iniciais apontam para o crime de sequestro.
"Um deles tem passagem pela polícia, por crime de homicídio, e estava de tornozeleira, que já havia sido rompida, ou seja, sem monitoramento. Esperamos que essas pessoas [vítimas] sejam localizadas com vida", informou o delegado.


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O CASO
A Polícia Civil aponta que, ao entrarem no imóvel, eles renderam três vítimas (o taxista, o amigo e sua esposa), ordenaram que deitassem, revistaram-nas e insistiram para que dissessem onde estavam as armas e as drogas.
"Como não encontraram nem armas nem drogas, prenderam a primeira vítima [mulher], em um quarto, e sequestraram os dois homens. Essas informações chegaram para a polícia e iniciamos as investigações, mas ainda não foram localizados", informou o delegado.
Ele afirma ainda que, primeiramente, a polícia trabalha para localizar as vítimas. Sobre elas, o delegado disse ainda que o taxista não tem registro policial e o amigo dele já possui passagens, inclusive com processo em andamento por homicídio.
