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Família do PM Taveira suspeita de excesso e falhas no salvamento

Advogado informou que há versões contraditórias apresentadas pelo Corpo de Bombeiros, responsável pelo treinamento no DF

O advogado Napoleão Júnior, que representa a família do tenente Abraão Taveira, morto após acidente durante treinamento militar no Distrito Federal (DF), disse que há suspeita de ter havido excesso nos procedimentos adotados na instrução e falhas no salvamento.

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A investigação em torno das circunstâncias do fato vai se iniciar nesta semana e será acompanhada de perto por uma comissão da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), chefiada por um oficial do alto comando, e pelos parentes do policial alagoano.

De acordo com o advogado contratado pelos familiares, a possibilidade de terem acontecido falhas na capacitação ficou evidenciada na contradição de versões apresentadas pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, responsável pelo treinamento.

Em entrevista à imprensa, Napoleão Júnior informou que vai pedir à Justiça que determine a reprodução simulada dos fatos. É uma tentativa da defesa da família de clarear alguns pontos com o objetivo de entender o que, de fato, aconteceu naquele dia.

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Ele pensa, inicialmente, que o curso de adestramento de cães, ao qual Taveira estava sendo capacitado, não exigia um esforço físico demasiado. Além disso, busca saber se os instrutores estavam aptos ao pronto-atendimento às prováveis ocorrências que surgirem. A informação recebida pela defesa é de que o militar foi encontrado desacordado por outro aluno.

O advogado ainda quer explicações sobre a suposta ausência de viatura de assistência médica na hora do curso.

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O FATO

O acidente aconteceu no dia 30 de agosto, durante o Curso de Cinotecnia — de preparação de cães. Segundo relatos, os alunos estavam no Centro de Treinamento Operacional (CTO), quando foram vendados e jogados em uma manilha com água. Durante o exercício, o tenente teria passado mal, batido a cabeça e ficado submerso por alguns minutos.

No entanto, quando foi retirado da manilha, o policial estava em parada cardiorrespiratória, sendo reanimado por cerca de 38 minutos.

Por meio de nota conjunta, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar do Distrito Federal disseram que situações do curso "buscam alcançar todas as circunstâncias de atuação que o policial militar pode vir a ter que enfrentar".

De acordo com os participantes, a instrução guiada pelos bombeiros "não agrega em nada" e alguns falam em "tortura". Segundo militares, além do policial de Alagoas, outros também se feriram durante a instrução.

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