Defesa Civil faz inspeção no local apontado como epicentro do tremor
Objetivo é verificar a existência de fissuras que possam indicar se abalo foi fenômeno natural ou provocado pelo homem

Jamylle Bezerra e Rogério Nascimento
29/08/2023 às 0:58 • Atualizada em 29/08/2023 às 2:54 - há XX semanas
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A Defesa Civil de Arapiraca continua investigando o tremor de terra registrado na cidade na última sexta-feira (25) e que deixou os moradores assustados. Nesta terça-feira (29), o órgão recebeu profissionais da Defesa Civil Estadual e também de Maceió, que atuou no caso do afundamento do solo nos bairros da capital, para uma reunião e uma inspeção in loco. O objetivo é promover a troca de experiência para que a causa do abalo registrado no município do Agreste seja descoberta. Os especialistas fizeram uma visita ao local onde teria sido o epicentro do tremor.
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De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Arapiraca, Lindomar Ferreira, o encontro entre as defesa civis é o pontapé inicial para a investigação das causas do tremor. "Estamos indo a campo com geógrafo, geólogo e engenheiros civis fazer o mapeamento da região para, posteriormente, instalar os sismógrafos, equipamentos que vão dar uma precisão para nós mais adiante. Estamos contando com a experiência dos profissionais de Maceió, que têm expertise nessa área", afirmou Lindomar.
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A investigação é necessária para descobrir se o tremor ocorreu em decorrência de um fenômeno natural ou se houve colaboração humana - como ocorreu nos bairros de Maceió. O local que vem sendo considerado o epicentro do tremor fica no bairro Olho d'Água dos Cazuzinhas, no Residencial Brisa do Lago, na AL-115.
De acordo com o engenheiro civil Júlio Normande, da Defesa Civil de Maceió, ainda é cedo para afirmar o que teria ocorrido, sem que seja feito um estudo anteriormente, por isso é necessário fazer uma avaliação in loco na região.


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"Ainda não temos como afirmar nada sem realizar um estudo a mais, então vamos fazer uma identificação de campo para observar se existem trincas no solo e nos imóveis próximos, para que depois possamos fazer algum estudo. Vamos fazer uma análise preliminar para saber se encontramos evidência a mais. Estamos auxiliando nos trabalhos para dar um norte à Defesa Civil de Arapiraca sobre como seguir com as ações, de acordo com a nossa experiência no Pinheiro", conta.