'Minha filha não foi morta porque minha tia impediu', diz mãe de bebê
Genitora relatou ter vivido o maior pesadelo que uma mãe poderia imaginar; recém-nascida foi agredida e mulher estuprada em Palmeira dos Índios
Bastante emocionada nas redes sociais, a mãe da bebê de 7 meses brutalmente espancada durante um estupro sofrido pela tia, na segunda-feira (21), em Palmeira dos Índios, relatou ter vivido o maior pesadelo que uma mãe poderia imaginar. Segundo ela, a menina só não foi assassinada porque a tia interveio.
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A entrevista foi concedida à advogada Julia Nunes, da Associação AME. Para ela, o entendimento jurídico é de que houve uma clara tentativa de homicídio cometida contra a recém-nascida, além do estupro praticado contra a mulher.
Em prantos, a mãe da bebê disse que marcou o encontro com a tia violentada, para buscar sua bebê, e a última resposta dela foi às 10h30. Até então, nada anormal, já que a região é zona rural e a comunicação falha com frequência. Entretanto, quando ela se deparou com as duas feridas dentro do carro e desfalecidas, entrou em desespero.
"Minha tia estava cheia de sangue e a minha filha no banco de trás, no colo de outro pessoa. Meu mundo naquele momento se abriu e eu não sabia o que fazer. Quando cheguei ao hospital, vi minha tia em um estado deplorável, que nenhuma mulher merece. Vi minha filha com uma mancha roxa na testa, de um murro sofrido. Hoje, minha bebê se assusta com tudo, até pra colocar na cama", disse a mãe, chorando.


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Conforme ressaltou a mãe, é impossível que um caso como esse não seja solucionado, caia na impunidade. Para ela, o acusado "roubou vinte anos de uma sexualidade resguardada de minha tia".
"Ela sentiu a morte de perto. Era uma pessoa boa, pois ofereceu até agua. Se fosse comigo, não teria acesso a nada. Infelizmente, vivemos em um mundo em que temos que desconfiar das pessoas".
A mãe ainda falou que o rapaz não tinha nenhum tipo de contato com parentes nem conhecia ninguém da família. "Minha tia recebeu um estranho por pura bondade. O intuito dela foi proteger minha filha, que só não foi morta porque ela protegeu, tirou o foco dele e se colocou à frente nas agressões. Eu não tive a oportunidade de voltar lá, é tudo muito traumatizante. Havia uma cama cheia de sangue".
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O CASO
A bebê recebeu alta médica nessa quarta-feira (23) e a mulher continua internada no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), localizado em Arapiraca. Já o suspeito dos crimes, que tem 22 anos, foi preso e, ontem, houve audiência de custódia e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
A mulher, de 49 anos, vítima do estupro, gravou um vídeo relatando os momentos de terror vivenciados por ela e pela bebê.
Ela conta que, antes de cometer o crime, o homem pediu água e comida para ela. Em uma oportunidade, ele invadiu o imóvel, agrediu a mulher fisicamente e, depois, a violentou sexualmente.
Ainda conforme o relato da tia da criança, a bebê também foi agredida. Imagens divulgadas mostram que a criança ficou com hematomas no rosto.

