Hacker Delgatti pega 20 anos de prisão por Vaza Jato
Delgatti foi preso preventivamente na operação deflagrada em 2019, que deteve seis suspeitos de invadirem os celulares de autoridades
O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, condenou nesta segunda-feira (21) o hacker Walter Delgatti e mais seis investigados na Operação Spoofing por crimes na Vaza Jato, quando houve a invasão os celulares de autoridades como o hoje senador Sergio Moro e procuradores da Lava Jato.
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Delgatti foi preso preventivamente na operação, deflagrada em julho de 2019, que deteve seis hackers suspeitos de invadirem os celulares e divulgarem mensagens trocadas entre membros do Ministério Público Federal (MPF) do Paraná e o ex-juiz Sergio Moro (União-PR), na época ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro.
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Delgatti foi condenado a 20 anos, 1 mês e 736 dias-multa por diferentes crimes. Os outros condenados são: Gustavo Henrique Elias Santos (13 anos e 9 meses de reclusão e 520 dias-multa), Thiago Eliezer Martins Santos (18 anos e 11 meses de reclusão e 547 dias-multa), Suelen Priscila De Oliveira (6 anos de reclusão e 20 dias-multa), Danilo Cristiano Marques (10 anos e 5 meses de reclusão e 100 dias-multa).
Luiz Henrique Molição também foi condenado pelo juiz, mas recebeu perdão judicial em função da delação premiada.


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A condenação de Delagtti se deu por crime de organização criminosa, lavagem e ocultação de bens, direitos e valores, por invadir dispositivo informático de uso alheio com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do usuário do dispositivo ou de instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita, além de realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial.
Em 2020, trechos das mensagens hackeadas foram publicados pelo site The Intercept Brasil, em parceria com vários outros veículos de comunicação do país, na série de reportagens que ficou conhecida como “Vaza Jato”. As conversas sugerem, dentre outros pontos, que Moro teria auxiliado membros do MP a construir casos e agido com parcialidade contra réus.
