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A história da Copa do Mundo Feminina

Mundial chega a sua nona edição com muita expectativa por parte dos torcedores

O futebol feminino, infelizmente, ainda não possui a mesma popularidade que sua versão masculina. Embora nos últimos anos tenha aumentado o interesse do público e, consequentemente, as apostas esportivas oferecidas pelas casas de apostas, a modalidade continua a lutar por espaço midiático, patrocínio, investimento no esporte e igual prestígio.

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Dia 20 de julho, começa a 9.ª edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino, sediada conjuntamente na Austrália e Nova Zelândia. Para começar a entrar no clima, que tal conhecer um pouco da história desta modalidade?

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Evolução do futebol feminino

Durante muitos anos, sobretudo na primeira metade do século XX, o futebol feminino era visto — literalmente — como uma “aberração”. Tanto que em muitos países as mulheres eram proibidas de disputar e, muito menos, organizar equipes. Felizmente, essa realidade mudou bastante, ainda que, lamentavelmente, sigam existindo uns poucos países que insistem em proibir.

Entretanto, por mais que o futebol feminino tenha se tornado comum, a FIFA demorou muitos anos para dar a devida atenção. Enquanto a Copa do Mundo masculina começou a ser disputada em 1930, o primeiro mundial feminino só aconteceu em 1991, sem o glamour e com uma porcentagem muito pequena de investimento.

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Hoje, embora ainda seja menos popular e com menos investimento, a Copa do Mundo feminina já conta com a mesma estrutura de organização utilizada no mundial masculino.

As pioneiras do futebol feminino

Existem inúmeras jogadoras que poderíamos citar como exemplo de pioneirismo para o futebol feminino. Porém, relembraremos duas figuras muito importantes.

Lily Parr foi uma jogadora de futebol inglesa que se destacou nas décadas de 1920 e 1930. Até hoje, é considerada uma das melhores jogadoras de todos os tempos, tanto por sua técnica quanto por sua luta fora de campo. O time pelo qual jogava Lily Parr atraia multidões enormes na época, ajudando a popularizar o futebol feminino.

A jogadora brasileira Marta é considerada uma das maiores jogadoras de futebol (masculino e feminino) de todos os tempos. Ela ganhou o prêmio de Jogadora do Ano da FIFA 6 vezes e foi uma figura central na ascensão do futebol feminino no Brasil, inspirando toda uma nova geração de jogadoras.

Copa do Mundo Feminina

Como dissemos anteriormente, a primeira edição da Copa do Mundo feminina foi disputada somente em 1991. O primeiro país sede foi a China; e a primeira seleção campeã, os Estados Unidos. Inclusive, é dos estadunidenses o recorde de mais títulos mundiais conquistados: 4 em 8 edições disputadas até agora.

Embora o Brasil seja considerado uma potência da modalidade, nosso melhor resultado em mundiais foi um vice-campeonato na Copa de 2007, realizada também na China. Na ocasião, o time de Marta, comandado pelo treinador Jorge Barcellos, perdeu a final contra a Alemanha por 2 a 0. Desde então, o Brasil não conseguiu mais chegar entre os 4 melhores times da competição.

Em 2023, a 9.ª edição, será pela primeira vez disputada na Oceania e simultaneamente em dois países, Nova Zelândia e Austrália. O evento começa no dia 20 de junho, com data da decisão marcada para o dia 20 de agosto, em Sydney, Austrália. Serão 32 seleções participantes.

O impacto da Copa do Mundo Feminina na luta feminista

A Copa do Mundo Feminina compõe um movimento maior de luta por igualdade de gênero e empoderamento feminino. Complementa os esforços contínuos de movimentos feministas em várias áreas da sociedade, incluindo esporte, política, trabalho e educação. Assim, a competição desempenha um papel de ampliar e dar visibilidade aos debates sobre a importância igualdade de gênero e os direitos das mulheres, inspirando mudanças estruturais em nossa sociedade.

O mundial também contribui para proporcionar uma plataforma global de visibilidade das barreiras e dificuldades enfrentadas pelas jogadoras de futebol feminino. Coloca em destaque as disparidades e desigualdades existentes no mundo do esporte. Isso inclui questões como diferença salarial, investimento desigual, falta de cobertura e visibilidade midiática, entre outras.

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