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Artistas encontram na arte formas de dar voz ao público LGBTQIA+

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, artistas alagoanas falam sobre trilhar caminhos livres de preconceitos para a sociedade

Lutando, resistindo e, claro, fazendo da sua arte ferramenta para falar sobre orgulho. É dessa forma que artistas alagoanas seguem dando voz à comunidade LGBTQIA+. Nesta quarta-feira (28), quando se comemora o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, é mais um dia onde diversos artistas buscam potencializar suas vozes e serem livres para serem quem são.

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Seja cantando, compondo ou até mesmo desenhando, para elas, que sonham com a chegada de dias menos preconceituosos, o que vale é fazer com que a arte se torne reflexão e possa ajudar, de alguma forma, na evolução da sociedade e na diminuição dos pensamentos LGBTfóbicos.

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No universo musical, LoreB e Huná são dois exemplos artísticos de luta e representatividade. Bissexuais, as duas encontram em suas composições formas de dar visibilidade à comunidade LGBTGQIA+ e quebrar paradigmas sociais e culturais.

Para LoreB, consumir e fazer arte representativa é poder contar histórias de mundos diferentes, tornando as vivências mais palpáveis aos grupos mais distantes da realidade de muitos.

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“A livre expressão de ideias e emoções, através da música já é uma maneira de exercer nossa liberdade, combatendo as convenções e normas retrógradas com as quais ainda nos deparamos na sociedade maceioense. Quando eu percebi que a minha arte poderia representar diferentes identidades, entendi que minha voz pode dar voz a outras pessoas que também buscam desafiar os estereótipos e preconceitos. Tendo em vista que Alagoas é um dos piores estados para uma pessoa LGBTQIA+ viver”, disse ela.


				Artistas encontram na arte formas de dar voz ao público LGBTQIA+
A cantora Huná quer que também garantir que todas as pessoas sejam ouvidas..

Huná acredita que a base de tudo é o amor, tanto que busca fazer com que todos se sintam amados com suas canções. Se posicionando cada vez mais com as letras, clipes e até mesmo na forma como se veste, Huná quer que também garantir que todas as pessoas sejam ouvidas.

“A arte militante abrange tudo que amo na arte. Principalmente vindo de artistas que também lutam por causas sociais/raciais… quando me identifiquei como mulher preta e também bissexual, pude perceber que minha arte seria muito mais forte”, contou.


				Artistas encontram na arte formas de dar voz ao público LGBTQIA+
Bruca Teixeira afirma que, para ela, os rumos em relação aos seus trabalhos artísticos não poderiam fugir da militância.

A artista visual Bruca Teixeira afirma que, para ela, os rumos em relação aos seus trabalhos artísticos não poderiam fugir da militância, pois estaria deixando de lado tudo aquilo que ela é enquanto mulher lésbica e ‘artivista’. De acordo com ela, as conquistas da comunidade artística LGBTQIA+ são recentes e só agora está sendo possível acessar lugares de poder, como galerias, museus e diversas outras instituições.

“É difícil dizer quando eu percebi que era possível unir minha arte à minha militância, para mim é como se não existisse outro caminho, eu nunca pensei em fazer diferente. Existe tanta coisa que a gente quer colocar para fora como expressão artística, a arte é tanta coisa. Eu não saberia fazer algo diferente. Arte, para mim, é me expressar enquanto mulher lésbica, de um espectro trans masculino, que é como eu me identifico, é expressar as questões da nossa comunidade, sejam elas positivas ou não”, disse ela.

A artista ainda destacou que anseia por novas conquistas, principalmente no universo do audiovisual, onde deseja contar narrativas de sucesso e fins prósperos para a comunidade LGBTQIA+.


				Artistas encontram na arte formas de dar voz ao público LGBTQIA+
A artista visual não-binária e bissexual Geoneide Brandão faz com que cada obra produzida se torne ferramenta de reflexão e seja um ato revolucionário..

A artista visual não-binária e bissexual Geoneide Brandão é mais uma que se utiliza da arte para abordar questões de gênero, corpo e sexualidade, fazendo com que cada obra produzida se torne ferramenta de reflexão e seja um ato revolucionário.

“Entendo a pintura como um lugar de poder dentro da sociedade ocidental e me aproprio desse capital simbólico para propor discussões sobre os pilares dessa sociedade normativa e, a partir disso, busco construir outras narrativas sobre esses corpos e vivências. Narrativas que não nos colocam em um lugar de marginalização e, sim, de poder e evidência”, explicou.

Geoneide ainda afirma que sua pintura sempre vai ser um convite ao diálogo, pois acredita que é possível pensar e construir em conjunto outras formas de viver dentro dessa sociedade.

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