PM abre investigação após morte de paciente psiquiátrico em abordagem
Militares do 8° batalhão estavam lanchando, quando foram surpreendidos com a ocorrência, em Rio Largo

Jonathas Maresia
26/06/2023 às 3:03 • Atualizada em 26/06/2023 às 3:16 - há XX semanas
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A Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) abriu um procedimento interno para averiguar as circunstâncias que resultaram na morte de um paciente psiquiátrico, na noite da última sexta-feira (24), durante uma ocorrência policial na cidade de Rio Largo. O homem, que não teve o nome divulgado e estaria em surto, teria partido para cima de dois militares com uma pedra, sendo que um policial conseguiu se esquivar e outro não.
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De acordo com a nota da PM, diante das circunstâncias, houve a necessidade do emprego da força por uma militar integrante da equipe. Os fatos narrados pelos militares, do 8° batalhão, descrevem que a guarnição estava no momento de intervalo para alimentação e jantava em um estabelecimento da região, quando percebeu a movimentação, ruídos e gritos de populares.
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“(...) tratava-se de um indivíduo que, além de visivelmente transtornado, estava depredando um veículo estacionado nas proximidades. Prontamente, e com apoio de outras guarnições que chegavam ao local, a equipe interrompeu a refeição e verificou que se tratava de um indivíduo apontado como paciente psiquiátrico em possível surto. No momento em que os militares se aproximaram, o indivíduo percebeu a presença policial, tomou uma pedra de grande volume e partiu na direção de dois PMs – um deles conseguiu se esquivar. Mesmo alertado e recebendo voz de parada, o autor partiu em direção à policial feminina, que, no cumprimento do dever legal de cessar a ameaça, efetuou disparos no intuito de responder a agressão”, diz um trecho da nota.
Ainda de acordo com a nota enviada à imprensa, o comando da Polícia Militar esclarece, que, após ser atingido pela policial que seria agredida com a pedra, o paciente psiquiátrico foi socorrido pela guarnição e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tabuleiro do Martins, em Maceió, mas entrou em óbito.


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“A Corporação lamenta profundamente o ocorrido e afirma que um procedimento administrativo irá apurar minuciosamente as circunstâncias do caso, ratificando o direito a ampla defesa e ao contraditório dos envolvidos. De imediato, diante do trauma, a militar foi atendida por um médico especializado na própria UPA, mas já foi encaminhada para o Centro de Assistência Social da PM – onde passará por acompanhamento de Prevenção do Transtorno de Estresse Pós-Traumático”, conclui a nota.
Órgãos de controle acompanham o caso
O promotor que atua no caso, Ary Lages, informou que o órgão já acompanha as circunstâncias. "Estamos acompanhando o inquérito policial, dando o suporte necessário para que cheguemos à conclusão se, de fato, foi uma situação de legítima defesa ou não", disse.
Quem também acompanha o caso e vai emitir ofícios aos órgãos competentes é o Conselho de Direitos Humanos, na pessoa do presidente Magno Alexandre. Segundo ele, é preciso verificar não somente o ato de uma possível legítima defesa, mas se a PM tinha outras armas não letais com ela, como equipamento de choque elétrico ou bala de borracha.