Cientistas da Ufal descobrem 14 novos fungos em biomas brasileiros
Fungos são da Mata Atlântica e Caatinga, além de poderem ajudar na indústria de combustíveis e remediação de áreas contaminadas

Ana Clara Pontes*
16/06/2023 às 6:36 • Atualizada em 16/06/2023 às 7:04 - há XX semanas
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Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da Universidade Federal de Alagoas descobriu 14 novas espécies de fungos na Mata Atlântica e Caatinga. A descoberta foi divulgada nesta sexta-feira (16).
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De acordo com os cientistas, os novos fungos mostram potencial para contribuir com o crescimento da indústria de combustíveis e com processos de remediação de áreas contaminadas, principalmente por hidrocarbonetos, como o petróleo. Os fungos ajudariam, por exemplo, nas manchas que surgiram nas praias do litoral brasileiro. Os novos tipos de fungos foram descobertos em 10 anos de estudo.
O grupo de pesquisa, que conta com alunos do Instituto, professores de outros laboratórios e a professora e coordenadora Mellissa Landel, estuda também, além da contribuição dos fungos para a indústria dos combustíveis, a interação entre microbiota e macro-organismos.
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Ou seja, microrganismos que fazem parte do organismo humano e organismos vivos que podem ser vistos a olho nu. “Estamos trabalhando a relação entre a microbiota e a epilepsia, bem como a microbiota e os corais branqueados da APA Costa dos Corais”, explicou a pesquisadora Melissa Landel.


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Para marcar as descobertas, as novas espécies ou gêneros de fungos foram nomeadas em homenagem aos locais em que foram encontradas. “Comumente, nessas descobertas, são homenageados pesquisadores renomados na área ou há uma referência ao substrato de isolamento dos micro-organismo, ou ainda ao local onde houve o achado. Foi assim que foram nomeadas as espécies Valentiella maceioensis sp. nov., Vishniacozyma alagoana sp. nov. e Carcinomyces nordestinensis sp. nov”, disse Landel.
Os pesquisadores da Ufal vão integrar uma rede chamada de Manguebits, que envolve instituições nacionais e internacionais para o estudo e a restauração inteligente de manguezais utilizando micro-organismos.
*com informações da assessoria.
