Cardiologista com ELA usa redes sociais e faz apelo por trabalho
Hemerson Casado Gama é cirurgião cardíaco e foi diagnosticado com a doença há 10 anos

Rogério Costa
27/05/2023 às 1:36 • Atualizada em 27/05/2023 às 3:11 - há XX semanas
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Por meio de uma publicação nas redes sociais, o médico alagoano Hemerson Casado Gama, de 56 anos, anunciou que está em busca de uma oportunidade de emprego. Hemerson é cardiologista e um exemplo na luta por uma maior atenção aos pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença que enfrenta há 10 anos.
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Em sua postagem nas redes sociais, o conceituado médico alagoano se dispõe a trabalhar, mesmo possuindo limitações físicas severas em virtude das sequelas da doença. Apesar de tudo isso, ele apela por uma oportunidade em um concorrido mercado de trabalho.
O cardiologista convive com a doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva acarretando paralisia motora irreversível.
A expectativa de vida de quem tem ELA é de três a cinco anos, após o diagnóstico. Apenas 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos. Hemerson foi diagnosticado com a doença em 2012, lá se vão quase 11 anos.


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"Sou um paciente com uma doença rara, neurodegenerativa, mas eu tenho um cérebro intacto e trabalho em vários lugares com a telemedicina. Estou procurando por emprego em prefeituras do interior, como cardiologista, com teleconsultas e telediagnósticos", diz a postagem publicada em suas redes sociais, na quinta-feira (25).
O médico descobriu a doença aos 45 anos e, segundo ele afirma, no auge de sua carreira profissional. "Eu fui paralisando as pernas, depois os braços, depois eu perdi a deglutição e a respiração. Perdi a voz e, hoje, só mexo os olhos. Eu me transformei em um prisioneiro encarcerado no meu próprio corpo. Agora imagina toda essa inércia com uma mente completamente sã", afirmou o médico para uma publicação do Ministério da Saúde sobre doenças raras.
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O profissional, agora, aguarda ansiosamente por uma chance de poder voltar a exercitar a medicina, sua grande paixão, e quebrar mais um paradigma. Além de sobreviver com ELA, fato que lhe impõe inúmeras dificuldades físicas e respiratórias, o médico também se mostra disposto a voltar a atuar e dar continuidade a sua carreira profissional.
