CNJ decide aposentar compulsoriamente juiz acusado de assédio
O juiz Marcos Scalercio, do TRT-2, foi denunciado por alunas, funcionárias e advogadas por assédio sexual e está afastado desde setembro
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta terça-feira (23/5) aposentar compulsória do juiz Marcos Scalercio, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), acusado de assédio sexual por mais de 20 mulheres, incluindo funcionárias, advogadas e alunas de um cursinho preparatório para concursos públicos.
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O colegiado votou de forma unânime com a relatora, a conselheira Salise Sanchotene, que citou um “padrão de comportamento prolongado” por parte de Scalercio. Ele foi denunciado por casos que ocorreram entre 2014 e 2020 e será aposentado com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. A defesa dele negou todas as acusações.
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O processo disciplinar contra Scalercio avaliou três denúncias: o de uma aluna do cursinho Damásio Educacional, onde ele era professor; o de uma funcionária do TRT-2; e o de uma advogada que ele teria conhecido nas redes sociais.
As três vítimas relataram abordagens inapropriadas, como tentativas de beijá-las à força. No processo, o juiz é acusado de retaliação contra as mulheres diante da recusa em aceitar o assédio ou de tentativas de denúncias às instâncias superiores.


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A ministra Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, afirmou que a conduta de Scalercio evidencia o “comportamento machista que invisibiliza as mulheres e, mais do que isso, as silencia pelos constrangimentos que a elas impõem”.
