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Mortes por infarto estão aumentando entre mulheres jovens no Brasil

Sociedade Brasileira de Cardiologia lançou alerta sobre o assunto nesta sexta-feira (19/5) após constatar aumento de óbitos no grupo

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou, nesta sexta-feira (19/5), um novo posicionamento sobre as doenças cardiovasculares em mulheres, motivado pelo aumento de mortes precoces no grupo com idades entre 18 e 55 anos.

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Embora a incidência e a prevalência da doença isquêmica do coração venha diminuindo no Brasil ao longo dos últimos 20 anos em pessoas de ambos os sexos, houve aumento na mortalidade precoce entre as mulheres dessa faixa etária.

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Um terço das brasileiras morre em razão de doenças cardiovasculares, sendo o infarto a mais prevalente. Em algumas regiões do país, as taxas de infarto agudo do miocárdio entre as pessoas do sexo feminino são equivalentes, ou até mesmo mais altas, do que entre os homens.

No documento intitulado A mulher no centro do autocuidado, os membros do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC alertam que nem sempre as mulheres apresentam sintomas clássicos do infarto, o que pode dificultar o socorro em tempo hábil, aumentando a mortalidade.

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“Especificidades nas mulheres como manifestações de sintomas nem sempre típicos fazem com que elas tenham o seu diagnóstico de infarto subreconhecido e subtratado, ou seja, não lhes ofertam os melhores tratamentos”, explica a médica Gláucia Maria Moraes de Oliveira, membro da comissão executiva do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC e uma das coordenadoras do documento.

Sintomas

A dor torácica é o sintoma mais comum de infarto agudo do miocárdio entre ambos os sexos, mas as mulheres são mais propensas a apresentar sintomas atípicos, como dor na parte superior das costas e pescoço, fadiga, náuseas e vômitos.

A maioria delas sente falta de ar, cansaço incomum ou desconforto no braço ou mandíbula nas semanas anteriores ao infarto.

Fatores de risco

Embora a doença isquêmica do coração ocorra mais precocemente no homem, a incidência e a prevalência entre as mulheres aumentam consideravelmente depois da menopausa.

O documento lembra que as mulheres apresentam maior frequência de fatores de risco cardiovascular não tradicionais, como estresse mental e depressão. Também sofrem mais com as desvantagens sociais devido à raça, etnicidade e renda, e têm ainda os fatores de risco inerentes ao sexo, como gravidez, menopausa e menarca.

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