Sonia Abrão relembra cobertura do caso Eloá: 'faria tudo de novo'
Apresentadora do 'A Tarde É Sua' falou sobre cobertura ao vivo sequestro, que culminou na morte de jovem
Sonia Abrão celebrou em fevereiro deste ano 23 anos de sua estreia como apresentadora na TV. A jornalista, que tem a marca registrada em seu trabalho defender com veemência suas opiniões diante dos principais acontecimentos, assume que quando erra, não tem problema algum em reconhecer o erro e pedir desculpas sinceras.
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"Não tenho problema nenhum em me desculpar. Isto tanto na vida pessoal, quanto profissional. E faço de coração, nada a ver com o medo de ser cancelada, como acontece com muitos por aí", diz ela, que nunca sofreu ameaças de morte. "É comum acontecer com pessoas públicas, principalmente após o surgimento das redes sociais. Comigo não rolou, mas sou muito bem monitorada", explica.
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Uma de suas coberturas que mais lhe rendeu notoriedade e críticas foi a do caso Eloá, em 2008. No A Tarde É Sua, Sonia entrevistou ao vivo o sequestrador Lindemberg Fernandes Alves e a vítima Eloá Pimentel, três dias antes do desfecho trágico do crime. Na ocasião, Sonia foi acusada por parte dos telespectadores de sensacionalismo e de atrapalhar as negociações da polícia.
"Sem dúvida foi o momento mais dramático da minha carreira! Fui a única pessoa com quem ela falou, ainda no cativeiro, três dias antes de ser morta. Fiquei muito tensa e emocionada", relembra ela, que não se arrepende do modo como cobriu o caso. "Faria tudo de novo", ressalta ela sobre o caso que virou tema do Linha Direta, com Pedro Bial.


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Relembre o caso Eloá
O crime aconteceu em outubro de 2008. Lindemberg, com 22 anos na época, invadiu a casa da ex-namorada. Ela estudava com a amiga, Nayara Rodrigues da Silva, que foi solta no dia seguinte, mas, por orientação da polícia, voltou ao apartamento para ajudar nas negociações.
O sequestro durou cinco dias até a invasão da polícia no apartamento. Nayara levou um tiro no rosto e saiu caminhando do local. Já Eloá foi baleada na cabeça e na virilha. Ela não resistiu aos ferimentos, e morreu no hospital no dia 18 de outubro.
O caso repercutiu no exterior e foi amplamente noticiado pela TV no Brasil. Lindemberg, que não teve ferimentos, foi preso e condenado a mais de 98 anos de prisão. Em junho de 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 39 anos.
