Cirurgião acusado de negligência diz que complicações são previstas
Médico destacou que complicações pós-cirúrgicas são previstas em Termo de Consentimento e que são descritas há anos pela Medicina

Regina Carvalho
18/04/2023 às 3:09 • Atualizada em 18/04/2023 às 5:33 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google
O cirurgião plástico que atua em Maceió, denunciado pela Associação AME por supostos erros em procedimentos, após 21 mulheres procurarem a entidade, negou que cometeu erros médicos e que deixou de prestar assistência, bem como afirmou que intercorrências são previstas em Termo de Consentimento. As pacientes alegam negligência e devem procurar a Polícia Civil para registrar as ocorrências.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Em nota, o médico esclareceu que, até a noite dessa segunda-feira (17), não foi informado sobre a denúncia feita pela associação. “Ressalto que não há nenhum tipo de laudo pericial ou qualquer evidência que corrobore com a alegação de suposto erro médico de minha parte. Tampouco condenação judicial ou ética”, disse o cirurgião plástico.
O médico alegou ainda que as complicações pós-cirúrgicas são descritas há anos pela Medicina e que, além disso, a existência delas não implica automaticamente na responsabilidade do profissional médico, podendo decorrer por diversos fatores alheios ao ato médico.
“Desde 2009, realizo cerca de 400 cirurgias plásticas por ano, sendo membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e realizando continuamente cursos de especialização no Brasil e no exterior. Como profissional da saúde, minha prioridade é seguir as normas éticas que regem a profissão, utilizando conhecimento atualizado e me esforçando ao máximo para garantir a saúde e o bem-estar de meus pacientes. Dessa forma, reitero meu compromisso com uma prática médica ética, responsável e de alta qualidade”, declarou.


Governo de Alagoas apresenta números da violência e reforço na segurança pública

Lula critica família Bolsonaro e alerta para ameaça de novo tarifaço

Traficante com mandado por feminicídio é preso com arma e drogas em Maceió

Suspeito de matar jovem de 19 anos no Ouro Preto, em Maceió, é preso
As vítimas fizeram um grupo para compartilhar seus relatos e decidiram expor os casos nas redes sociais. A advogada Julia Nunes, que acompanha as mulheres, contou que o grupo já tem 21 pessoas. De acordo com ela advogada, as vítimas estão se mobilizando para formalizar as denúncias e há outros casos, envolvendo o mesmo cirurgião, que estão na Justiça há mais de três anos;
Dentre as denúncias, constam relatos de cicatrizes que inflamaram e necrosaram, assimetria nas mamas e até pontos que abriram. As vítimas contam que, mesmo nos casos em que foram feitas cirurgias de reparação, as situações supostamente pioraram.
Artigos Relacionados
Uma das vítimas relatou que realizou uma cirurgia de implante de silicone há 10 anos com o médico e que, após a colocação das próteses, começou a sentir vários sintomas. "Acabei adquirindo a 'doença do silicone' (síndrome de Ásia), uma doença autoimune. Procurei o médico, relatei, ele não acreditou, mas fiz o explante com ele em novembro de 2021. Após o explante, tive várias sequelas, inclusive com risco de morte. Hoje estou bem, mas descobri que ele mentiu, não fez o explante em Bloco (próteses + cápsulas)”, explicou ela.
Outra mulher disse que procurou o médico depois de ver o nome do cirurgião como referência na área. “Cheguei até o médico em 2016 pela mídia, ele sempre aparecia em revistas. Eu tinha 18 anos na época e deixei por conta dele o tamanho das próteses. Após a cirurgia, com menos de uma semana, minha cicatriz começou a abrir, meus seios ficaram em carne viva. Quando fui na consulta, ele disse que nunca tinha acontecido isso e sugeriu que o erro teria sido meu, falou que eu dormi por cima do peito e foi por isso que estava daquele jeito. Ele pediu pra confiar nele e refizemos a cirurgia no mesmo hospital e, mais uma vez, com a ferida inflamada, só piorou o quadro”, denunciou.


